O governo do Estado anunciou nesta semana que nos últimos dois anos e meio foram feitas 1 milhão de cirurgias em Santa Catarina. Destes, 650 mil foram procedimentos eletivos e 360 mil emergenciais, num aporte de R$ 6,5 bilhões. Os números marcam um momento histórico no Estado: quando o governo passa a investir no que realmente importa: na saúde e na qualidade de vida do povo.
Além de contribuir para redução na fila de espera de procedimentos represados, diminuiu o sofrimento e a angústia de quem aguardava. A política deve ser colocada sempre no centro da agenda dos gestores. Não bastam apenas discursos.
É preciso ação concreta, e neste sentido, a Grande Florianópolis, especialmente, pode agradecer: depois de inaugurado o MultiHospital no Sul da Ilha, aguarda agora a unidade Norte, além dos hospitais de São José e de Palhoça.
Mais do que cirurgias, a população precisa ver e ter acesso a investimentos em prevenção, em exames, em infraestrutura. Além dos hospitais públicos, os governos estadual e municipal podem contar com a iniciativa privada. O que não pode mais acontecer é a população esperar.
É preciso também focar em ações preventivas como vacinação, educação alimentar, combate ao sedentarismo e ao tabagismo, por exemplo, que atuam na redução de riscos de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e depressão, e promover integração com outras áreas, como a educação, o saneamento básico, a segurança alimentar e a habitação.
Ter saúde vai muito além de simplesmente não estar doente. Ter saúde é ter qualidade de vida, é estar tranquilo e certo de que terá consulta quando precisar, é ter energia e condições físicas e mentais para trabalhar, estudar, praticar atividades físicas e conviver com os amigos e a família.
É ter tempo para se preocupar em viver grandes histórias e criar memórias. Pessoas saudáveis tendem a viver mais e melhor, com autonomia e menos sofrimento ao longo da vida.