Vinte e um acidentes e uma morte a cada 19 horas. Os dados do primeiro semestre nas rodovias federais de Santa Catarina, apresentados no balanço da PRF (Polícia Rodoviária Federal), deixam o Estado na segunda colocação no país em número de acidentes (3.900) e de feridos (4.482), atrás de Minas Gerais, e no quarto lugar em mortes, atrás de Minas Gerais (389), Paraná (302), Bahia (282).
De 1º de janeiro a 30 de junho deste ano, 230 pessoas perderam a vida nas rodovias federais catarinenses. Número estarrecedor, porque já supera 50% do total de mortes durante todo o ano passado (415), quando 6,2 milhões de veículos circularam pelas BRs do Estado.
Mais do que lamentar as perdas de pessoas queridas e de ver famílias destruídas, os acidentes nas rodovias federais têm impacto profundo na economia. Entram nos cálculos custos diretos com atendimento e resgate (mobilização de ambulâncias, bombeiros, PRF e serviços médicos de urgência), despesas hospitalares (internações prolongadas, cirurgias e tratamentos, muitas vezes custeados pelo SUS), e o impacto na produtividade (afastamento de trabalhadores por sequelas, mortes prematuras e ainda os casos de invalidez).
Aliadas às perdas materiais e aos danos a veículos e cargas, estão os prejuízos logísticos, como as interdições das rodovias, que atrasam o transporte de cargas e mercadorias, o que prejudica o setor produtivo.
Essa situação é especialmente grave em Santa Catarina, porque é um Estado exportador e com grande circulação de cargas. E toda essa cadeia de acontecimentos acarreta no aumento dos seguros dos veículos e dos custos para as transportadoras – mais custos para a população.
Os impactos são relevantes também na saúde pública. E neste sentido, podemos elencar a sobrecarga dos hospitais públicos, especialmente os prontos-socorros e UTIs, as altas taxas de vítimas com traumas graves – o que exige tratamentos complexos e caros, como cirurgias ortopédicas e neurológicas, por exemplo, e a demanda por serviços de fisioterapia, reabilitação e apoio psicológico para vítimas e familiares.
Atitudes simples podem ser adotadas para reduzir as chances de acidentes. Entre elas estão a revisão do veículo, a utilização de cinto de segurança, bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação para crianças.
E não esquecer que cumprir regras básicas de trânsito, como respeitar os limites de velocidade e a sinalização de trânsito, adaptar a velocidade às condições da rodovia, ultrapassar apenas pela esquerda, em locais permitidos, somente quando houver segurança e visibilidade e após sinalizar manobras com antecedência; e manter distância do veículo à frente, especialmente em caso de pista molhada. Dirigir com segurança protege vidas.