Levantamento da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua divulgado nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) trouxe boas notícias com relação ao emprego dos brasileiros.
A primeira delas mostra que o Brasil registrou a menor taxa de desemprego da série histórica, iniciada em 2012. No segundo trimestre, finalizado em junho, 5,8% dos brasileiros não tinham emprego com carteira assinada. Até então, a menor taxa de desocupação era de novembro de 2024, com 6,1%. No primeiro trimestre deste ano, o índice estava em 7%.
Outras boas-novas apontadas pela pesquisa estão relacionadas ao recorde de empregos formais (102,3 milhões) e ao salário do trabalhador: o rendimento médio mensal do brasileiro atingiu R$ 3.477, 3,3% maior do que o segundo trimestre do ano passado, e também a maior renda da série histórica.
A taxa de informalidade, que representa os trabalhadores sem carteira registrada e autônomos e empregadores sem empresa estabelecida (CNPJ), foi de 37,8%, e é a menor desde 2020 (36,6%).
Muito além do que um emaranhado de números e percentuais, os dados publicados no estudo da Pnad Contínua devem ser comemorados, porque demonstram que as políticas públicas adotadas pelos governos federal, estaduais e municipais estão em consonância, trabalhando para o desenvolvimento social e econômico do país.
O maior número de pessoas ocupadas e o reajuste no rendimento movimentou R$ 351,2 bilhões na economia, valor 5,9% maior do que o registrado no mesmo trimestre de 2024.
Além de oportunizar colocar a comida na mesa, pagar contas, comprar roupas e o básico necessário para viver, o trabalho contribui para a autoestima, a melhora o senso de utilidade e de bem-estar, para que o trabalhador durma um pouco mais tranquilo, estimula o consumo, fortalece as empresas e a produtividade, e atrai investimentos.
Com isso, os governos ampliam a arrecadação por meio de impostos, e podem investir em áreas essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura.
Um ciclo que se retroalimenta, que torna o crescimento econômico duradouro e que colabora, inclusive, para a redução de problemas sociais, como a depressão, a ansiedade e o aumento da violência no país.
A economia estável, os trabalhadores ocupados e recebendo salários dignos e com capacidade de consumo indicam que o país está no caminho certo na busca da melhora da vida do brasileiro.