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Editorial: Saúde deve ser prioridade

A edição de ontem do jornal ND publicou reportagem sobre problemas estruturais e falta de médicos que afetam as UBS (Unidades Básicas de Saúde) de São José e sobre a interdição do centro cirúrgico do Hospital Regional de Biguaçu Helmuth Nass, pelo CRM-SC (Conselho Regional de Medicina), por “falhas na assistência médica e deficiência nos serviços prestados pelo laboratório de análises clínicas”.

Essas situações, aliadas à demora no atendimento, na realização de exames e procedimentos cirúrgicos essenciais, além da falta de medicamentos, dão um recado direto à população: os dois municípios demonstram descaso com a vida do cidadão ao não respeitarem o direito à saúde, garantido na Constituição Federal de 1988.

Em São José, as reclamações aumentam a cada dia, na mesma proporção em que a população é ignorada. Tanto é que o assunto foi tema da sessão ordinária da Câmara de Vereadores, que tratou de déficit de agentes comunitários de saúde, de limitação física dos imóveis, de infiltrações, das salas interditadas, dos equipamentos danificados e da falta de remédios.

A falta de controle é tanta que existe a suspeita de que um médico, com carga horária de 20 horas, não comparece à unidade de saúde, ao ponto de a coordenadora da UBS de Areias, que está lá há um ano, nem conhecer o profissional. Esse assunto também foi tema da sessão da Câmara.

É assim que a prefeitura e a Secretaria da Saúde de São José promovem a saúde da população? Como é que ninguém, até agora, investigou esse fato? Isso é negligência com o povo que escolheu a cidade para morar, que paga impostos e sequer recebe o básico. A CPI da Saúde, proposta pelo vereador Alexandre Cidade, é essencial para esclarecer a situação.

Da mesma forma, a interdição do centro cirúrgico do Hospital Regional de Biguaçu é inadmissível, assim como não se pode admitir que um estabelecimento de saúde permita o mau funcionamento da sala cirúrgica e a de recuperação pós-anestésica, das UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) adulto e neonatal, do atendimento obstétrico, do serviço de apoio diagnóstico e do laboratório de análises clínicas. É preciso que essa situação seja resolvida, com rapidez. A saúde da população deve ser prioridade.

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