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Editorial: Saúde no verão: desafios e cuidados

A projeção da chegada de mais de 3 milhões de visitantes entre novembro e maio faz com que a temporada de verão na Capital seja promissora. O maior fluxo de turistas movimenta a economia, aquece o setor de serviços e reforça a vocação turística de Florianópolis e do Estado. Mas esse volume de pessoas que vão lotar praias, shoppings e rodovias também é uma questão que pressiona, ano a ano, a rede de saúde pública.

O verão traz um conjunto previsível de desafios: aumento de acidentes de trânsito com maior ou menor gravidade, demanda mais alta por atendimentos de baixa e média complexidade, ampliação dos casos de doenças transmitidas por mosquitos e episódios relacionados ao calor extremo, como desidratação e insolação. Todos os anos, a imprensa mostra as estruturas de saúde no Litoral com muitos pacientes, o que gera demora no atendimento.

Postos de saúde e unidades de pronto atendimento devem garantir que a escala de funcionários seja suficiente para absorver o impacto do aumento populacional temporário, para que as estratégias de acolhimento e de atendimento rápido deem aos pacientes a sensação de segurança.

Mas por mais que o Poder Público estruture a área da saúde, quem mora, trabalha ou explora comercialmente as cidades praianas, e aqueles que visitam nosso Estado, precisam contribuir para o bom andamento dos serviços. Para isso, é indispensável fortalecer protocolos de prevenção, especialmente no que se refere às arboviroses, porque mosquitos, como o da dengue, não tiram férias.

O papel da população é decisivo. E neste sentido, pequenas ações fazem a diferença: respeitas as regras de trânsito, eliminar criadouros de mosquitos para evitar a proliferação do Aedes aegypti, descartar corretamente o lixo, permanecer no sol somente nos horários indicados pelos dermatologistas, utilizar protetor solar e só entrar na água em locais próprios para banho são ações simples, que podem prevenir complicações que precisem de atendimento médico.

Um sistema de saúde bem preparado começa com a prevenção, e a prevenção é dever de todos. A temporada de verão deve ser encarada com seriedade, porque uma cidade que acolhe também protege turistas e moradores. A vocação turística de Florianópolis é um patrimônio e precisa seguir orgulhando os catarinenses. E essa é uma responsabilidade compartilhada entre governo e sociedade.

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