Os números mais recentes da segurança pública em Santa Catarina não deixam margem para relativizações: a cada ano o Estado se consolida como o mais seguro do país. Em 2025, alcançou índices históricos de redução da criminalidade. Em um Brasil marcado pela violência crônica e pela sensação permanente de insegurança, esses dados precisam ser destacados e, mais do que isso, compreendidos em sua dimensão real.
A queda consistente no número de homicídios, nos crimes violentos e nos delitos contra o patrimônio não é apenas uma vitória estatística. Ela se traduz em ruas mais ocupadas pelas forças de segurança e, consequentemente, comércios funcionando até mais tarde, famílias circulando com mais liberdade e cidades mais vivas.
Segurança pública eficiente não é luxo, nem deve ser discurso político. É base para o desenvolvimento econômico, para a atração de investimentos e para dignidade social e qualidade de vida.
É preciso reconhecer que resultados como esses não surgem por acaso. São fruto de planejamento, integração entre as forças de segurança, uso de inteligência policial, investimentos em tecnologia e, sobretudo, continuidade de políticas públicas.
Santa Catarina colhe hoje o resultado de escolhas feitas ao longo do tempo, e isso explica por que o Estado segue na contramão de boa parte do país e é o mais seguro do Brasil.
Santa Catarina deve manter o foco na manutenção desses índices, o que exige vigilância permanente, atualização de estratégias e atenção especial a crimes que ainda persistem, como a violência doméstica e os delitos ligados a organizações criminosas. O risco de retrocesso existe sempre que a segurança pública deixa de ser prioridade ou passa a ser tratada apenas como ferramenta de discurso.
Ainda assim, os dados do ano passado permitem a constatação de que quando o Estado funciona, a sociedade sente. Segurança não resolve todos os problemas, mas cria o ambiente necessário para que educação, saúde, economia e qualidade de vida avancem. Santa Catarina mostra que é possível, sim, enfrentar o crime com seriedade, sem improvisos e sem populismo.
Em tempos de descrédito nas instituições, resultados concretos importam. E, neste caso, falam alto e a favor de um Estado que entende que segurança pública é, antes de tudo, compromisso com o cidadão.