O Ministério dos Transportes apresentou, semana passada, uma terceira alternativa para solucionar o histórico problema do trecho da BR-101, no Morro dos Cavalos, em Palhoça.
Em vez de dois túneis, ou de uma rodovia paralela – os dois projetos até então apresentados -, a nova proposta contempla a construção de apenas um túnel, em sentido único, e a utilização da pista existente para o outro sentido.
A ideia tem o aval do Fórum Parlamentar Catarinense e aguarda estudo da Arteris, concessionária responsável pela rodovia. Independentemente da alternativa que avançar, o que este problema exige é celeridade.
Quem passa no trecho conhece de perto a lentidão e a imprevisibilidade causadas pela falta de uma solução definitiva. Riscos de deslizamento, bloqueios frequentes devido a acidentes e panes, além de dificuldades logísticas para desobstrução em casos de emergência.
Estes são alguns dos desafios impostos aos motoristas que percorrem a BR-101 no Morro dos Cavalos. A nova solução se mostra mais econômica e viável do que as anteriores e, portanto, é chegada a hora de parar de empurrar o problema e bater o martelo.
Além de reduzir o custo da obra e, por consequência, o valor a ser cobrado posteriormente no pedágio, a construção de apenas um túnel também pode acelerar a entrega e, o mais importante, dar uma resposta concreta à sociedade.
Cabe destacar que o governo federal articula a renovação da concessão da BR-101, por mais 15 anos, e não cinco, com um novo pacote de obras estimado em até R$ 10 bilhões. Nesse contexto, a inclusão do Morro dos Cavalos como prioridade número 1 é um passo importante. Ou seja, se uma solução não vier desta vez, é porque Santa Catarina não é prioridade.
Não há mais espaço para indefinição ou protelação. Propostas existem. Alternativas foram apresentadas. O clamor dos catarinenses é que os órgãos com atribuição para transformar ideias em fatos assim o façam.
Santa Catarina não pode continuar refém de um trecho rodoviário obsoleto e perigoso. Já passou da hora de os entraves técnicos e burocráticos darem lugar à objetividade e à responsabilidade com a infraestrutura do Estado. A situação do Morro dos Cavalos exige ação. E o momento é agora.