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Editorial: Transparência e fiscalização | ND Mais

O acesso ao ensino superior ainda é um dos maiores desafios para milhares de jovens, especialmente aqueles que vêm de famílias de baixa renda. A universidade, para muitos, sempre pareceu um sonho distante, barrado pelas dificuldades financeiras, pela desigualdade social e pela falta de oportunidades.

Nesse contexto, a atuação do Poder Público torna-se essencial para garantir que o direito à educação não seja privilégio de poucos, mas uma possibilidade real para todos. Em Santa Catarina, os programas Universidade Gratuita e Fumdesc (Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense) representam um avanço significativo nessa direção.

Após mudanças fundamentais para aperfeiçoar os dois programas, decorrentes do acompanhamento feito pelo governo do Estado e apontamentos dos órgãos de controle, Santa Catarina encerra o ano com mais de 57 mil estudantes de instituições comunitárias e privadas catarinenses cursam a graduação com o apoio da administração estadual.

Do total de contemplados, 82% são estudantes que fizeram o ensino médio em escolas públicas estaduais. Outro dado importante que evidencia a oportunidade criada pelos programas é o número de alunos que conciliam a formação com uma jornada de trabalho. Entre todos os contemplados, 85% fazem esse esforço duplo de estudar e trabalhar para garantir um futuro melhor na carreira.

As iniciativas do governo têm permitido que milhares de estudantes ingressem no ensino superior sem o peso das mensalidades, abrindo portas que antes estavam fechadas.

Mais do que números, o programa impacta histórias de vida: jovens que são os primeiros de suas famílias a chegar à universidade, que passam a enxergar novos horizontes profissionais e que, ao se formarem, ampliam suas chances de inserção no mercado de trabalho e de melhoria da qualidade de vida.

Concluir uma graduação é um divisor de águas. A formação universitária transforma trajetórias individuais e gera reflexos positivos em toda a sociedade. Profissionais mais qualificados fortalecem a economia, estimulam a inovação e contribuem para o desenvolvimento social. Investir em educação superior, portanto, não é gasto, mas um investimento estratégico no futuro do Estado e do país.

Entretanto, programas públicos de incentivo ao estudo precisam caminhar lado a lado com a transparência e a fiscalização. É fundamental que os critérios de seleção sejam claros, justos e rigorosamente cumpridos, garantindo que o benefício chegue a quem realmente precisa. A correta aplicação dos recursos públicos fortalece a credibilidade do programa, evita distorções e assegura sua continuidade.

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