O deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, em Brasília, emitiu uma nota de solidariedade à deputada federal Carla Zambelli, que atualmente se encontra na Itália, onde pretende solicitar asilo político.
Alvo de um pedido de prisão por parte do Supremo Tribunal Federal, a parlamentar acredita que será inocentada pela Justiça italiana. Em sua nota, Sóstenes reforçou o que a colega de partido declarou em vídeo, negando que tivesse sido presa pelas autoridades italianas.
“Segundo informação repassada por seu advogado, Dr. Pagnozzi, apresentou-se voluntariamente às autoridades italianas nesta data, dando início ao seu pedido de asilo político e não extradição”, diz trecho do documento.
“Esse gesto, firme e consciente, não é ato de fuga. É a consequência direta de um país que tem negado a seus representantes eleitos o direito à liberdade, ao contraditório e à legítima defesa”, ressalta.
Posição da defesa
Na terça-feira, o escritório de advocacia de Fábio Pagnozzi Barros divulgou, em suas redes sociais, vídeo em nome da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP).
Na gravação, a parlamentar informou ter se apresentado formalmente às autoridades da Itália para dar continuidade ao processo de solicitação de asilo político no país. Zambelli afirmou não pretender cumprir eventual pena no Brasil.
A deputada deixou o território brasileiro após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão judicial, proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, resultou de processo relacionado à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ocorrida em 2022.
Em declaração no vídeo, Zambelli afirmou: “Eu vou me apresentar às autoridades italianas e estou muito segura de fazê-lo, porque aqui temos justiça e democracia. Não temos um ditador no poder. Não temos a autoridade ditatorial de Alexandre de Moraes e de seus comparsas da Suprema Corte. Estou tranquila de aqui buscarei justiça”.
Sobre sua situação processual, a deputada declarou: “Quando disse que era intocável, é porque sei que só Deus pode me tocar. Não vou voltar para cumprir pena no Brasil. Se tiver que cumprir qualquer pena, será aqui na Itália, que é um país justo e democrático. Mas estou segura de que, analisando todos os processos, eles vão perceber que sou inocente”.
Zambelli também indicou sua intenção de manter atividades políticas: “Eu vou continuar lutando aqui da Itália para que depois eu possa voltar para o nosso país. Sei que Deus está olhando por nosso país. E é por isso que, com a alma limpa, vou me apresentar às autoridades. Eu não estou aqui fugindo, eu estou aqui resistindo. E vou continuar resistindo por vocês, pelos meus amigos, família e pela nossa pátria”.