Detectada em 2024, a doença já teve casos confirmados em 12 cidades do país, sendo dez apenas no Amapá
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) decidiu prorrogar por mais um ano a emergência fitossanitária para o risco de surto de vassoura de bruxa da mandioca. Amapá e Pará são os Estados nos quais a emergência está instalada.
Essa é a primeira prorrogação depois que o status foi declarado nesses locais. No fim de janeiro do ano passado, o Mapa publicou a portaria que instituiu a emergência fitossanitária. A medida publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 26, estende por mais um ano e começa a valer a partir do dia 30 de janeiro.
A doença que afeta a mandioca é causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae. É considerada uma enfermidade vegetal de alto potencial destrutivo que causa a morte ou deformação das plantas além de ser facilmente disseminada. O principal meio é o trânsito de plantas hospedeiras do fungo, como estacas para plantio, por exemplo. Também pode ser transmitido com uso de ferramentas agrícolas e até pelo carregamento de parte de solos contaminados em solas de sapatos.
Os primeiros casos no Brasil foram registrados em 2024 no Amapá. Desde então, foram confirmados casos em 12 cidades, sendo dez apenas no Amapá. A fiscalização do trânsito vegetal ocorre desde agosto de 2023, mas foi intensificada depois da instalação da emergência fitossanitária. Até o momento, foram mais de 60,6 mil veículos abordados com a apreensão de quatro toneladas de material vegetal.