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Entenda a Estratégia por Trás dos Gadgets Acessíveis Lançados pela Apple

O mês de março trouxe algumas novidades da Apple, que anunciou, ao longo desta semana, três produtos que passam a integrar uma linha mais acessível da marca. Até agora, foram anunciados o iPad Air M4, o iPhone 17e — ambos sendo lançamentos já esperados — e o novo MacBook Neo, que se torna o novo laptop de entrada da marca, posição antes ocupada pelo Air.

Apesar de, atualmente, a Apple ser reconhecida como uma marca premium, sua jornada começou com a proposta de produtos acessíveis, com iPhones em torno de US$ 250. Os preços foram aumentando ao passo que os custos de processamento foram subindo, levando a marca a se posicionar como uma empresa de alto valor.

Enquanto os modelos Pro atendem quem já está no ecossistema Apple, os modelos mais baratos chegam como forma de capturar e fidelizar novos usuários, aumentando marketshare da marca. Além disso, a estratégia de oferecer descontos para estudantes mostra o empenho da marca em alcançar um público mais jovem.

Para Breno Masi, fundador da MasiNegócios, a estratégia tende a ser benéfica para a marca, que fortalece seu ecossistema ao passo que desenvolve seu software e seus serviços, entregando um produto que, apesar de ainda ser caro, é mais acessível que outros modelos. “A Apple não está abrindo mão [de ser uma marca premium], não está abrindo mão de qualidade. Eu não acredito que corra o risco de perder valor, porque os produtos tem características premium e, óbvio, ainda tem o status de ter o telefone com a maçã”.

No que tange à qualidade dos produtos e experiência do usuário, a proposta da Apple é entregar a mesma qualidade de sistema operacional, porém com um processamento um pouco mais lento se comparado à linhas superiores.

“A Apple sabe entregar a melhor experiência de uso para o cliente, então estamos falando de desempenho e inovação. Ela nunca brigou para ter o hardware ou a câmera mais potente, mas sempre se preocupou com experiência e, sem dúvida nenhuma, tanto o MacBook Neo quanto o iPhone 17e continuam assim”, afirma Masi.

O executivo ainda reforça o alto nível de fidelidade entre consumidores da marca, que uma vez inseridos no ecossistema Apple, raramente migram para concorrentes. Desta forma, o principal desafio da empresa é proporcionar o primeiro contato com o consumidor, pois a experiência premium já seria responsável por gerar a fidelização organicamente.

“Estava evidente que a Apple não vinha crescendo mais no mercado de smartphones, então ela precisava explorar novos mercados, para cada vez mais furar bolhas”, afirma Masi. Isso porque, até o lançamento do iPhone 17, a Samsung ocupava a primeira posição no mercado global de celulares — posto que a Apple recuperou em 2025. Desde então, a marca vem ganhando força não só no segmento de mobiles, mas também no de PCs, em busca de consolidar sua presença globalmente.

Conheça os Produtos

O iPhone 17e chega ao mercado a partir de R$ 5.799 (256GB), e traz algumas atualizações como o processador A19, proteção Ceramic Shield 2 no vidro frontal e maior resistência a arranhões. O modelo é igual a versão anterior, 16e, porém com revestimento antirreflexo na tela e inclusão de MagSafe.

Diferença entre 17 e 17e: apesar de ambos os modelos utilizarem o mesmo chip, A19, o modelo 17e conta com um núcleo a menos na GPU, o que pode fazer diferença em processos mais exigentes. Além disso, as câmeras do 17 vem mais potentes e com recursos atualizados, como o recurso Center Stage. No que tange à bateria, o modelo de entrada da marca possui menos horas de autonomia de bateria (cerca de 26 horas), além de ter uma recarga um pouco mais lenta se comparado ao 17.

O iPad Air agora passa a contar com o mesmo processador do iPad Pro, com chips N1 e C1Xp. Além disso, recebeu aprimoramentos no 5G e promete ser até 30% mais rápido que a geração anterior. O modelo é vendido a partir de R$ 7.499 (M4 com 11 polegadas).

Diferença entre Air e Pro: o iPad Pro é mais adequado para tarefas profissionais e de alta produtividade, além de ser capaz de substituir um notebook. Já o Air M4, apesar de ter menor desempenho, possui capacidade multitarefa, e já vem integrado com recursos de inteligência artificial.

Por fim, o Macbook Neo chega ao mercado com o chip A18 Pro, o mesmo utilizado nos iPhones 16 Pro e Pro Max. Com pouco mais de 1kg e 16h de bateria, a proposta do modelo é ser mais acessível e conveniente para o usuário. O modelo chega ao mercado a partir de R$ 7.299 (256 GB).

MacBook Neo
Reprodução/AppleMacBook Neo é anunciado nesta quarta-feira, 4

A maior diferença neste modelo de entrada é o chip, que não utiliza os processadores M utilizados em outros MacBooks, mas sim o A, utilizado em celulares, tornando-o menos potente em relação aos outros modelos.

Para Breno Masi, um dos fatores que torna os produtos de entrada da Apple mais atraentes que a concorrência é a conectividade entre devices da marca, que facilita o fluxo do dia a dia. “O Airdrop é parte dessa continuidade: você começa a atividade em um e vai para outro sem fricção nenhuma. Então tudo funciona ‘magicamente’, independente se você comprou o modelo top de linha ou o modelo de entrada”.

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