A espirradeira, ou oleandro, embeleza jardins, mas suas folhas, flores e caule contêm toxinas que podem ser fatais para humanos e animais
A espirradeira destaca-se como uma das plantas ornamentais mais populares do Brasil. Suas flores vibrantes em tons de branco, rosa, vermelho e amarelo enfeitam jardins urbanos e beiras de estrada.
Entretanto, por trás dessa beleza decorativa esconde-se um perigo silencioso: toda a estrutura desta planta é tóxica. Tanto que a Prefeitura de Araranguá alertou a população sobre os cuidados necessários com essa planta, também conhecida como oleandro.
O que é a espirradeira e por que ela é perigosa?

A espirradeira é um arbusto de grande porte, podendo atingir até quatro metros de altura, com folhas alongadas dispostas em grupos de três.
Suas flores aparecem em cachos e podem ser simples ou dobradas, variando entre as cores branca, rosa, vermelha e amarela.
Originária da região mediterrânea, o Nerium oleander adaptou-se perfeitamente ao clima brasileiro. A planta desenvolve-se facilmente em diferentes tipos de solo e resiste bem à seca, características que explicam sua ampla distribuição no território nacional.
O verdadeiro perigo desta espécie está nas substâncias venenosas presentes em toda a planta.
Três componentes tóxicos principais — oleandrina, neriantina e oleandrosídeo — concentram-se nas folhas, flores, caule, raízes e até mesmo na água onde galhos foram colocados. Essas substâncias são extremamente potentes principalmente para animais.
Quando há contato com essas toxinas, elas alteram o funcionamento normal do coração. Primeiro, fazem o coração bater com mais força. Depois, causam batimentos irregulares, muito lentos ou muito rápidos, podendo provocar parada cardíaca.
O estômago, intestino e o sistema nervoso também são atingidos, mesmo com pequenas quantidades da planta.
Sintomas de intoxicação por espirradeira em humanos e animais

Em humanos, os primeiros sintomas aparecem entre 30 minutos e duas horas após o contato. O sistema gastrointestinal reage rapidamente com náuseas intensas, vômitos, diarreia e dor abdominal severa.
Simultaneamente, manifestam-se efeitos cardiovasculares incluindo batimentos cardíacos irregulares, alterações na pressão arterial e palpitações.
Os sintomas neurológicos surgem progressivamente. Sonolência, tontura, tremores e convulsões podem evoluir para coma nos casos mais graves.
O contato direto com a seiva provoca irritação cutânea, vermelhidão e coceira intensa. A gravidade dos sintomas depende da quantidade ingerida, mas qualquer exposição configura emergência médica.
Em animais domésticos e de produção, a intoxicação segue padrões similares. Animais selvagens e domésticos, como cães, gatos, bovinos e equinos podem ser vítimas dessa planta.
Os sinais clínicos incluem vômitos, diarreia, letargia, dificuldade respiratória, falta de coordenação motora e arritmias cardíacas.
Primeiros socorros em caso de intoxicação por espirradeira

Diante de suspeita de intoxicação por espirradeira, a primeira providência consiste em acionar imediatamente o SAMU (192) ou procurar atendimento médico-veterinário urgente. O Disque Intoxicação (0800-722-6001) oferece orientação gratuita 24 horas para todo o território nacional.
Durante o atendimento inicial, remova cuidadosamente eventuais restos da planta da boca da vítima e enxágue abundantemente com água.
Conserve uma amostra da planta para facilitar a identificação pelos profissionais de saúde. Informe sobre a quantidade aproximada ingerida e o tempo decorrido desde o acidente.
Evite induzir vômito sem orientação profissional, pois esta medida pode agravar o quadro clínico.
A prevenção representa a estratégia mais eficaz contra acidentes com espirradeira. Remova estas plantas de áreas frequentadas por crianças e animais. Substitua por espécies ornamentais não tóxicas como hibisco ou azaleia.
Para produtores rurais, examine periodicamente pastagens e elimine exemplares de oleandro que possam ter se estabelecido naturalmente. Mantenha ferramentas de poda separadas após uso em espirradeiras e descarte adequadamente os resíduos vegetais em local seguro.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão