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Estadão – Estadão

Omni tem a meta de atingir uma carteira de crédito de R$ 10 bilhões em 2027 Foto: Wilton Junior/Estadão – 17/03/2022

O Omni&Co, grupo financeiro conhecido pela forte atuação no financiamento de veículos usados para as classes C e D, tem avançado gradualmente na estratégia de diversificação da carteira. Três meses após o lançamento de uma marca voltada para os públicos A, B e C+ , o i9 Auto, a nova operação alcançou R$ 23,3 milhões em produção de crédito, acima da meta estabelecida para a fase piloto.

Só em agosto, a originação saltou 368% em relação a julho, para R$ 5,36 milhões. No começo de setembro, conforme dados mais atualizados, a média era de R$ 1 milhão por dia. Mais de dois terços dos clientes (83,2%) eram classificados nas faixas de menor risco, enquanto 94% do volume total de financiamentos foi voltado a veículos leves.

O perfil de rende mais alta ajuda a explicar por que o Omni amplia os esforços comerciais para abocanhar uma fatia maior de um segmento historicamente menos rentável. O i9 Auto cobra juros mensais médios cerca de 1,2 ponto porcentual abaixo da operação tradicional, mas também tende a registrar inadimplência significativamente mais baixa.

Ideia é diluir risco

Assim, a ideia é diluir o risco para blindar o balanço em momentos de volatilidade macroeconômica. O foco principal continuará sendo o público tradicional. “É uma visão de gestão de portfólio”, resume o CEO da instituição financeira, Heverton Peixoto. “Somos líderes em veículos com mais de 10 anos de uso e é isso que sabemos fazer como ninguém. O i9 nunca vai ser a maior operações do Omni”, garante.

Após o crescimento acelerado nos últimos anos, o Omni antecipou de 2028 para 2027 a meta de atingir uma carteira de crédito de R$ 10 bilhões. Depois, a ambição é ainda mais ousada: dobrá-la para R$ 20 bilhões até 2030. Mesmo quando essas cifras forem alcançadas, o i9 deverá responder por apenas cerca de 15% do saldo total, ou seja, nem de longe será o negócio principal.

O i9 prometer também servir de uma espécie de “laboratório” de tecnologia para a organização com um todo. A operação já nasceu com uma gama de ferramentas tecnológicas embarcadas, como uso de inteligência artificial para precificação e conferência de documentos. Com o tempo, essas iniciativas podem ser gradualmente incorporadas aos outros segmentos e aliviar uma estrutura de custos que ainda é relativamente pesada.

Expansão será seletiva

Apesar do otimismo, o Omni pretende expandir a marca de forma seletiva pelo País. Até o momento, 48 lojas estão cadastradas para operar a rede, e já existia 100 pedidos de novas concessionárias. O objetivo é chegar a dois ou três estabelecimentos por região, a um total de aproximadamente 500, uma fração da rede total. “A tese é de que, se tratarmos o i9 de forma muito seletiva, receberemos as melhores fichas, os melhores parceiros e, consequentemente, os melhores clientes”, diz Peixoto.

Para um horizonte de mais longo prazo, a diversificação também ajuda a formar um cartão de visitas mais amplo para, no futuro, atrair investidores no mercado. O grupo já sinalizou que se prepara ativamente para um “evento de liquidez”, que poderia ser uma oferta de ações (IPO), por exemplo. “Não temos uma visão de IPO no curto prazo, porque o mercado está fechado. Mas, com certeza, nos próximos 5 a 10 anos, teremos um evento de liquidez”, ressalta o executivo.

Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 05/10/2026, às 15:59

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