O envio dos caças acontece um dia depois que jatos militares da Venezuela sobrevoaram um navio dos Estados Unidos.
Desde o mês passado, o Pentágono deslocou para o Mar do Caribe 4.500 fuzileiros navais, sete embarcações de guerra e um submarino nuclear, além de aviões espiões, com o objetivo de combater cartéis de drogas na América Latina.
Operação mata 11 pessoas
A primeira operação foi nesta semana: um ataque contra uma embarcação — que segundo o Pentágono — era usada por traficantes venezuelanos. Onze pessoas morreram.
Em meio à tensão, mais uma medida polêmica: Trump assinou no fim da tarde o decreto que altera o nome do Departamento de Defesa para Departamento de Guerra.
O presidente justificou que a pasta tem que se preocupar não só com a defesa do país, mas também com ataques contra inimigos. E que o novo nome passa uma mensagem de força e vitória. Apesar da vontade de Trump, a troca da nomenclatura precisará do aval do Congresso.
Em Caracas, o ditador Nicolás Maduro anunciou a mobilização de quase oito milhões de pessoas para compor a milícia armada que — segundo ele — defenderá a Venezuela de uma possível invasão americana.
Enquanto a tensão aumenta com a presença militar americana no Caribe, Donald Trump está de olho do outro lado do mundo. O desfile militar chinês causou descontentamento na Casa Branca.
Não só pelo avançado poderio militar apresentado pelas forças armadas da China. Mas também pela presença de importantes líderes do Oriente, como o russo Vladimir Putin e o indiano Narendra Modi.
Depois de dizer que o evento organizado pelo líder chinês, Xi Jinping, era uma conspiração contra os Estados Unidos, Donald Trump afirmou que — ao que parece — os americanos perderam a Índia e a Rússia para o que ele chamou de “a mais profunda e sombria China”.