De vez em quando uma Ferrari 250 é leiloada em alguma parte do mundo batendo recorde de preço. Desta vez foi a versão GTO Bianco Speciale, de 1962, única produzida pela marca italiana, que foi arrematada pela incrível quantia de US$ 38,5 milhões, o que equivale a cerca de R$ 210 milhões em uma conversão simples.
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A rara Ferrari acabou se tornando o carro mais caro vendido na história do evento Mecum Kissimee, na Flórida (EUA). A edição de 2026 foi realizada entre os dias 6 e 18 de janeiro. Além da cor e de demais detalhes, o 250 GTO Bianco Speciale arrematado nunca foi restaurado, tem pedigree de competição e consta que também é um dos apenas oito com volante à direita.
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Raridade sobre rodas
Imagem: Reprodução/Mecun Auctions
Com todos os atributos de exclusividade que merecem, o modelo traz consigo uma história e tanto nas pistas de corrida, tendo pertencido a pilotos como Graham Hill e Jack Sears, conquistando prêmios impressionantes ao longo do caminho
A maioria dos 250 GTOs foi finalizada em Rosso Corsa (Vermelho de Corrida), em vários tons de azul, como Genziana, Scuro ou o especial Lady in Blue, em verde, bem como em preto, enquanto um saiu da fábrica com uma pintura azul e amarela, pois seria entregue ao piloto sueco de carros de corrida Ulf Norinder.
Os carros ostentavam as cores das bandeiras nacionais dos países de origem de seus proprietários, mas o Bianco Speciale era diferente de qualquer outro que tenha visto a luz do dia em Maranello, no norte da Itália. Com acabamento em branco, possuía interior em couro preto, algo que poucos proprietários encomendavam na época.
O chassi 3729GT foi concluído em 7 de maio de 1962. O carro foi imediatamente enviado à Carrozzeria Scaglietti para a finalização da carroceria de alumínio, projetada por Bizzarini e desenvolvida pela Ferrari. Estava pronto dois meses depois e saiu da oficina acompanhado de seu Certificado de Origem e placa de Modena nº 79396.

Imagem: Reprodução/Mecun Auctions
O 250 GTO foi então entregue na Inglaterra, ao ex-piloto de corridas John Coombs, proprietário de uma equipe privada britânica de corridas, em 28 de julho de 1962. Para personalizá-lo, Coombs instalou entradas de ar no capô para ajudar a dissipar o calor e uma nova mangueira de ar para direcionar o ar de refrigeração para o cockpit. A mangueira ia da abertura de um farol de neblina na frente até o interior da cabine.
Coombs começou a competir com o GTO em agosto de 1962, menos de um mês após a entrega, e acabou vencendo a classe GT, terminando em segundo lugar cinco vezes. Ele também inscreveu o carro na corrida RAC Tourist Trophy em Goodwood, que era uma etapa oficial do Campeonato Internacional de Fabricantes de GT da FIA. O carro terminou em segundo lugar.
Nascido para as pistas

Imagem: Reprodução/Mecun Auctions
O carro é impulsionado por um motor 3.0 V12, com seis carburadores Weber 38 DCN, capaz de render 300 cv e 22,1 kgfm de torque, números para acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 5,5 segundos e atingir 274 km/h.
Do conjunto mecânico, também faz parte o câmbio manual de cinco marchas e o sistema de tração traseira. Os freios são a disco nas quatro rodas e funciona com rodas raiadas Borrani com fixação central (cubo rápido).
Além da bela e exclusiva raridade, o comprador da Ferrari também levou para casa o livro Ferrari Classiche Red Book e um motor V12 com especificações do 250 GTO para uso em ruas, viagens e pistas. E seu nome foi mantido em sigilo absoluto.