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Frete rodoviário sobe 13% no terceiro trimestre ante um ano antes

O preço médio do frete rodoviário no mercado spot alcançou R$ 0,396 por tonelada por quilômetro no terceiro trimestre de 2026, alta de 13% na comparação com o mesmo período de 2025. Frente ao segundo trimestre deste ano, porém, houve recuo de 5,2%. Os dados são do Índice Frete.com de Preços (IFP), divulgado no relatório Frete Insights.

No trimestre, a quantidade de fretes publicados na plataforma Frete.com ficou 18% abaixo do registrado um ano antes e 19% acima do volume do trimestre imediatamente anterior. Segundo o relatório, a alta anual ocorreu sobre uma base de comparação em que o indicador estava no ponto mais baixo da série recente no terceiro trimestre de 2025. O estudo também relaciona o movimento ao encarecimento do diesel S-10, que subiu cerca de 15% na comparação anual, e à estabilidade da relação de fretes por motorista.

Ao longo do trimestre, o ritmo de alta ante 2025 perdeu força: passou de 17% em julho para 12% em agosto e 10% em setembro. Na leitura mensal, o IFP ficou em R$ 0,403/t/km em julho, caiu 3,0% em agosto, para R$ 0,391/t/km, e avançou 0,8% em setembro, para R$ 0,394/t/km.

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O preço médio do diesel chegou a R$ 7,01 por litro no terceiro trimestre, ante R$ 6,09 no mesmo período de 2025, avanço de 15,1%. Na comparação com o segundo trimestre de 2026, o diesel variou -0,6%, enquanto o frete recuou 5,2%. De acordo com o relatório, esse movimento indica compressão das margens operacionais de transportadores autônomos.

O agronegócio respondeu por 47,3% dos fretes publicados no período. Houve queda de 27,1% sobre o terceiro trimestre de 2025 e alta de 31,1% frente ao segundo trimestre de 2026. A retração anual foi associada ao encerramento da janela de escoamento da soja e à região Sul. Já a recuperação trimestral esteve ligada ao avanço de fretes de milho, com alta de 165,3%, e de fertilizantes, com 108,2%, apesar da queda de 40,0% na soja na mesma base de comparação.

Na distribuição regional, todas as regiões tiveram queda anual no volume publicado. O Sul recuou 36% e o Norte, 33%. O Sudeste caiu 4,4%, mas ampliou sua participação de 37% para 43% do total monitorado. São Paulo, Minas Gerais e Goiás concentraram 51% dos fretes publicados.

Por perfil de veículo, todas as carrocerias registraram alta anual, com destaque para Caçamba, que subiu 21,5%, para R$ 0,322/ton/km, e Graneleiro, com avanço de 15,2%, para R$ 0,349/ton/km. No indicador de Carga por Caminhão, Minas Gerais liderou a demanda no terceiro trimestre, com 5,58 solicitações por motorista, seguido por São Paulo, com 5,06, e Goiás, com 4,84.

Fonte: Estadão Conteúdo

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