Search
Close this search box.

Gol Last Edition e outras s�ries limitadas que valem a pena e partem de R$ 55 mil

Alguns carros, como o Volkswagen Gol, ainda estão em alta no mercado de usados, mas dentro deste nicho do hatch popular, há ainda as cobiçadas séries especiais. A Last Edition, por exemplo, foi uma que marcou o fim de 42 anos do carro mais vendido e produzido da história do Brasil.

VEJA TAMBÉM:

Essa façanha deu ao hatch da Volkswagen a liderança absoluta no mercado por 27 anos consecutivos, de 1987 a 2013, e um total de mais de 8 milhões de unidades produzidas, superando o próprio Fusca.

Receba notícias quentes sobre carros em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do AUTOO.

Com base nessa trajetória de sucesso, AUTOO reuniu mais quatro modelos exclusivos e suas respectivas séries especiais a partir de R$ 55 mil. São opções para quem pensa em compor uma coleção ou mesmo ter um modelo com melhor custo-benefício, confira a seguir.

1 – FIAT UNO CIAO

Fiat Uno também teve série de despedida e conta com itens exclusivos que fazem diferença
Imagem: Divulgação

Obra do designer Giorgetto Giugiaro, o Fiat Uno surgiu na Europa em 1983 e, em 1984, ganhou produção nacional. Diferente da versão italiana, a brasileira se diferencia basicamente pelo desenho do capô e da suspensão emprestada do 147 para aguentar o piso brasileiro. 

Mas o que realmente ficou marcado no modelo foram as irretocáveis linhas angulares datadas dos anos 1980, mas que foram preservadas até 2013 com o fim de sua produção, com direito à versão de despedida Grazie Mille, limitada a 2 mil unidades.

A “marca registrada” serviu de inspiração para a segunda geração, lançada em 2010. Durante o seu projeto, pesquisas apontaram que o consumidor exigia um carro novo, mas com cara de Uno. Surgia assim o novo Uno, adotando o conceito do “Round Square” ou quadrado arredondado.

Essa geração foi até 2021, encerrando de vez a trajetória do Uno, e que, somando as duas gerações, foram quase 4,4 milhões de unidades vendidas. Como é de praxe das montadoras, o carro ganhou uma versão de despedida, a Ciao, limitada a apenas 250 exemplares.

Equipado com o mesmo conjunto motriz da Attractive, o 1.0 Fire EVO de quatro cilindros de até 75 cv com câmbio manual de cinco marchas, o Fiat Uno Ciao só veio pintado na cor Cinza Silverstone, com teto, retrovisores externos e spoiler traseiro pintados de preto.

Internamente, a principal diferença está no revestimento escurecido do teto, bancos e forrações de portas exclusivos, apoio de braço para o motorista e, naturalmente, uma plaqueta numerada identificando uma das 250 unidades fabricadas do modelo.

Entre os itens de série, a edição de despedida vinha com ar-condicionado, direção hidráulica, rádio bluetooth, vidros dianteiros e travas elétricas, porta-objetos superior com retrovisor central adicional e limpador e desembaçador do vidro traseiro.

2 – VOLKSWAGEN GOL LAST EDITION

VW Gol Last Edition
VW Gol Last Edition tem poucas unidades à venda e a maioria com quiloimetragem bem baixa
Imagem: Divulgação

O Volkswagen Gol surgiu em 1980 e foi por muitos anos o carro mais vendido da história do Brasil. Ele se aposentou em 2022, depois de 42 anos de produção ininterrupta, acumulando mais de 8,5 milhões de unidades produzidas, superando o Fusca com 3,3 milhões de exemplares entre 1959 e 1996.

Tal fato fez a Volkswagen lançar uma versão de despedida do Gol, a Last Edition. A produção ocorrida em 2022 foi limitada a 1.000 unidades devidamente numeradas e com direito a certificado de origem e autenticidade da série especial. Desse montante, 350 foram enviados para mercados latino-americanos onde o compacto também fez sucesso. 

De diferente, o Gol Last Edition vinha na pintura vermelho Sunset com teto, maçanetas, capas dos retrovisores, rodas (de 15 polegadas), entre outros detalhes em preto brilhante. Além disso, o hatch mais famoso da marca trazia um adesivo colado na coluna C com os dizeres “Designed by Volkswagen do Brasil/ Original since 1980”. 

Internamente, a exclusividade possui bancos, volante e manopla de câmbio com costura vermelha, pedaleiras de alumínio, logotipo da edição em soleiras, tampa do cinzeiro e tapetes personalizados e uma plaqueta com a numeração da unidade produzida.

Já o motor é o velho conhecido três cilindros 1.0 12V aspirado de até 84 cv de potência e torque de 10,4 kgfm, com câmbio manual de cinco marchas. Mas vale destacar que o VW Gol Last Edition de exportação tem motor 1.6 8V de quatro cilindros de gasolina de 104/101 cv e 15,6/15,4 kgfm, também com transmissão de seis velocidades. Diferente do Brasil, onde foi equipado com motor 1.0, os modelos de exportação do Gol Last Edition receberam o motor 1.6 8V, oferecendo maior potência (99 cv a 101 cv).

  • Preço médio: R$ 100 mil

3 – RENAULT SANDERO S EDITION

Renault Sandero 2022
Renault Sandero da últja leva que foi vendida no Brasil tem vários equipamentos por preço atrativo
Imagem: Divulgação

Lançado no final de 2007, o Renault Sandero foi oferecido inicialmente em três versões: a de entrada Authentique, equipada com motores 1.0 16V (77 cv) e 1.6 8V (95 cv); a intermediária Expression, disponível com as mesmas motorizações da primeira; e, por fim, a top Privilège, oferecida somente com motor 1.6 de 8 válvulas e 16V (112 cv). Além destas, havia a falsa versão aventureira 1.6 16V Stepway, com suspensão elevada em 40 mm, além de adereços plásticos nos para-choques e arcos das caixas de rodas, faróis com máscara negra, rodas de aro 16 e rack no teto. 

Dependendo da versão, o Renault Sandero poderia vir com ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de aro 15, alarme, computador de bordo, faróis de neblina e trio elétrico. Mas, na topo de linha, airbags, freios ABS e bancos em couro só vinham como opcionais.

Além dessas qualidades, o hatch da Renault trazia um espaçoso porta-malas de 320 litros, uma herança deixada pela plataforma B0, a mesma do Logan.

A segunda geração surgiu em 2014 (modelo 2015) e trouxe linhas mais modernas, além de lista mais recheada de itens de série. Airbag duplo, ABS com EBD, direção hidráulica, volante com regulagem da altura, desembaçador traseiro eram alguns deles. 

No final de 2015, veio a esportiva RS com propulsor 2.0 flexível de 150 cv e 20,9 kgfm de torque ligado por uma transmissão manual de seis velocidades. Trazia controle de estabilidade com modo esportivo e novas regulagens na suspensão e na direção que deixavam o hatch com uma pitada mais esportiva. 

Em 2021, o Renault Sandero deixava de ser produzido com direito à série de despedida S Edition. Ela se diferenciava das outras pela frente agressiva com faróis de máscara negra, grade inferior do tipo colmeia, luzes diurnas de LED no para-choque, elementos que até então eram exclusividade da R.S. 2.0. Na parte traseira, o destaque eram as lanternas de LED com acabamento escurecido.

Apesar dos detalhes esportivos, a mecânica vinha das versões mais mansas do Sandero, no caso a 1.0 SCe flex de três cilindros de até 82 cv de potência e 10,5 kgfm de torque, combinada ao câmbio manual de cinco marchas.

4 – HONDA FIT TWIST

Honda Fit Twist
Honda Fit Twist marcou o final de uma geração com apelo aventureiro para a chegada da seguinte
Imagem: Divulgação

O Honda Fit da primeira geração foi vendido no Brasil a partir de 2003, já nacionalizado. Produzido na planta de Sumaré, o monovolume logo cativou os brasileiros através de suas versões LX e a top LXL, equipadas com motor i-DSI 1.4 de 80 cv. Além do câmbio manual, foi oferecido como opcional o automático do tipo CVT.

Com um custo-benefício atrativo, desde a versão de entrada do Honda Fit, o cliente já era contemplado com ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico e airbag para motorista. Mas a boa sacada do monovolume ficou a cargo do exclusivo sistema de rebatimento dos bancos traseiros ULT (Utility, Long and Tall – utilitário, longo e alto). Com 10 combinações, o recurso permitia o aumento da capacidade de carga de 353 litros para até 1.321 litros, sem precisar remover os bancos. 

Prestes a ganhar uma nova carroceria, em 2008, último ano de produção do Fit da primeira geração, a Honda lançou a série especial S, com tiragem de mil unidades. Além do motor 1.5 VTEC de 105 cv compartilhado com a topo de linha EX, a edição limitada se diferenciava pelos apêndices aerodinâmicos, os quais davam esportividade ao conjunto.

A segunda geração do monovolume da Honda – lançada em 2008 – foi marcada pela estreia em 2012 da versão especial aventureira Twist. Para diferenciar, o Fit Twist trazia alguns detalhes visuais como molduras plásticas, rodas aro 16 exclusivas, rack de teto e lanternas traseiras brancas. Apesar do apelo aventureiro, a altura da suspensão não foi alterada. O motor 1.5 flex de até 116 cv, presente nas outras versões civis do Fit, também permanecia inalterado.

Sem grandes mudanças, o Honda Fit Twist saiu de cena em 2013, junto às outras versões, para dar lugar à terceira geração do Fit. No lugar da versão aventureira Twist, a marca apostou no WR-V, que não passava de um Fit, mas com algumas mudanças estéticas que dividiram opiniões na época.

Preço médio: R$ 60 mil

5 – CHEVROLET ONIX JOY BLACK EDITION

Chevrolet Onix 2020
Chevrolet Onix teve edição limitada com o logo da marca norte-americana pintado de preto
 Imagem: Divulgação

O Chevrolet Onix surgiu em 2012 e, desde a versão de entrada LS, já trazia airbags frontais, freios ABS, distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e direção hidráulica com regulagem de altura. Porém, ar-condicionado, rodas de alumínio, vidros traseiros elétricos, MyLink, faróis de neblina, retrovisores externos elétricos e computador de bordo eram exclusivos do topo de linha LTZ.

O hatch da Chevrolet foi equipado com duas opções de motores: 1.0 que gera 80 cavalos com etanol e 78 cv com gasolina (LS e LT) ou 1.4 de 106/98 cv (LT e LTZ), ambas acompanhadas do câmbio manual de 5 marchas.

Com as vendas em alta, a partir de 2014, a Chevrolet resolveu apostar e incorporar à opção 1.4 do Onix a transmissão automática de seis velocidades, a mesma dos sedãs Cruze, Cobalt e da minivan Spin. Fora essa novidade, o ano marcaria a edição limitada LollaPalooza, baseada na LT 1.0 e com tiragem de 4 mil unidades. Para 2015, a empresa resolveu lançar a esportiva Effect, com base na LTZ 1.4 e, mais tarde, veio a 1.0 “Seleção”, a primeira série especial como patrocinadora da seleção brasileira de futebol que contou com só 3 mil exemplares.

Em 2016, o Onix ganhou a sua primeira reestilização, acompanhado da nova caixa de mudanças manual de seis posições e direção elétrica. Fora essas novidades, o ano foi marcado com a vinda da versão aventureira Activ.

Apesar do lançamento do Onix renovado, o antigo ainda conviveria por alguns anos sob a insígnia Joy 1.0 que ganhou em 2021 a série especial Black Edition, que trazia logotipos Chevrolet na cor preta, grade dianteira redesenhada, rodas aro 15 com calotas escurecidas e retrovisores em preto brilhante. 

Entre os principais equipamentos de série, o Chevrolet Joy Black Edition trazia ar-condicionado, direção elétrica, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas, banco do motorista com regulagem de altura e interior com detalhes em preto/cinza. 

Na motorização, só vinha com o propulsor 1.0 flexível de quatro cilindros que gera até 80 cv, na companhia da transmissão de seis velocidades. 

 

 

 

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *