O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionou contra o perdão total ao tenente-coronel Mauro Cid, delator no caso da tentativa de golpe envolvendo Jair Bolsonaro.
Gonet recomendou apenas a redução de um terço da pena, alegando que Cid omitiu fatos relevantes e apresentou uma “narrativa seletiva” durante sua colaboração. A decisão final sobre os benefícios ao militar caberá ao ministro Alexandre de Moraes e à Primeira Turma do STF.
Segundo a PGR, o comportamento de Cid comprometeu a integridade do acordo de delação e não atende aos requisitos de boa-fé e colaboração plena previstos em lei, apontou o Estadão.