Igreja Católica não ajuda ou protege vítimas de abuso, afirma Vaticano
Reprodução: Reuters / Guglielmo Mangiapane
Resumo da notícia
Declaração do Vaticano admitiu falhas na gestão de denúncias de abusos na Igreja Católica, reconhecendo a falta de ação adequada e compreensiva em relação às vítimas.
Críticas foram direcionadas à Comissão de Proteção à Criança, estabelecida em 2014 por Papa Francisco, por sua ineficiência em responder e proteger as vítimas, conforme revelado em um documento de mais de 100 páginas.
Práticas do Vaticano em não divulgar os motivos de remoção de bispos e a falta de punição adequada em casos de abusos foram também destacadas, indicando uma persistente relutância em responsabilizar os culpados.
Este resumo foi gerado por inteligência artificial e cuidadosamente revisado por jornalistas antes de ser publicado.
O Vaticano declarou em nota nesta quinta-feira (16) que a Igreja Católica não agiu corretamente com pessoas que denunciaram terem sido vítimas de abusos causados por autoridades ou membros da própria igreja.
A Comissão de Proteção à Criança no Vaticano, criada em 2014 pelo falecido Papa Francisco, foi criticada em um documento divulgado agora tornado público e que tem mais de 100 páginas. Segundo a nota, as autoridades da instituição não agiram com eficiência, rapidez e compreensão para oferecer ajuda e proteção às vítimas.
“Em muitos casos, as vítimas relatam que a igreja respondeu com acordos vazios e uma recusa persistentes de se envolver com as vítimas de boa fé”, declarou a Santa Sé.
O Vaticano não costuma divulgar os motivos da remoção de bispos, alegando apenas que o religioso aceitou a renúncia. Nesses casos, não é hábito os sacerdotes receberem punição. Isso acontece até mesmo em casos envolvendo abusos, com a Igreja deixando de responsabilizar quem comete os crimes.
A Igreja Católica é denunciada por casos de abusos sexuais há décadas. A comissão iniciada por Papa Francisco foi a primeira que buscava combater a modalidade de crime na igreja, considerada uma prioridade do papado durante 12 anos. O Papa Leão XIV deu continuidade e se reuniu diversas vezes com representantes do grupo, nomeando um novo presidente para a Comissão de Proteção à Criança no Vaticano.