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Inflação alta e juro elevado frearam emprego

Com 121,3 mil postos formais criados em setembro, as contratações com carteira assinada chegaram a 1,25 milhão em nove meses, levando o estoque total de empregos a 48,4 milhões, segundo o Ministério do Trabalho. O resultado mensal, no entanto, foi 43,5% menor do que o de um ano antes e bem inferior às projeções do mercado, distribuídas na faixa de 156 mil a 170 mil. Em agosto haviam sido abertos 165,8 mil empregos com papel firmado.

Os números indicam avanço em várias atividades, mas com perda de vigor também ao longo deste ano. Quatro dos grandes setores tiveram saldo positivo de emprego regular, com 81,2 mil contratações em serviços, 19,3 mil na indústria, 15,7 mil no comércio e 9,4 mil na construção. A agropecuária fechou 4,4 mil postos.

A gastança federal se manteve, durante a maior parte deste ano, como um obstáculo à expansão produtiva e à criação de empregos Foto: Adobe Stock

As estimativas do mercado apontam crescimento econômico bem inferior aos 2,3% contabilizados em 2025. Ao longo de um mês, a mediana das projeções caiu de 1,85% para 1,76%, segundo levantamento do Banco Central (BC). A produção industrial aumentou 3,1% no primeiro semestre, mas perdeu impulso em março, quando o avanço mensal ficou em apenas 0,1%.

Crédito caro, com juros básicos mantidos em nível muito alto pelo BC, estão entre os principais freios da atividade industrial apontados pelos economistas. Esses juros estavam em 15% em março deste ano e diminuíram nos meses seguintes até 13,75%, taxa ainda em vigor no início da última reunião do Comitê de Política Monetária do BC, o Copom, iniciada na terça-feira, 3, e terminada nesta quarta-feira, 4, com a decisão de manter a taxa Selic inalterada.

A insegurança quanto à política fiscal e, portanto, à busca do equilíbrio das finanças públicas, dificultou um corte mais veloz dos juros básicos. Isso prolongou os entraves financeiros à produção, ao investimento produtivo e ao crescimento econômico. A gastança federal se manteve, durante a maior parte deste ano, como um obstáculo à expansão produtiva e à criação de empregos.

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