Durante muito tempo, os carros híbridos foram vistos com certa desconfiança por parte do consumidor brasileiro. Hoje, isso mudou. Em 2025, foram emplacadas 143.734 unidades de veículos híbridos no Brasil, volume que representou 64,2% de todo o segmento de eletrificados no país, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
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Quase dois em cada três carros eletrificados vendidos por aqui já combinam motor a combustão e propulsão elétrica. Boa parte disso está ligada ao custo-benefício. Para muitos consumidores, o híbrido é a melhor solução, pois ajuda a reduzir o consumo de combustível, diminui a dependência dos postos e ainda entrega economia ao longo do tempo.
Além disso, o endurecimento das regras de controle de emissões tem pressionado as montadoras a investir em tecnologias mais eficientes. Os híbridos acabam sendo uma resposta a esse novo cenário regulatório.
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Diante desse aumento de híbridos, as marcas se preparam para a próxima leva de novidades e listamos cinco modelos híbridos aguardados para 2026 no Brasil. Confira a seguir.
Chevrolet Tracker
Imagem: Divulgação
A Chevrolet também anda preperando uma novidade hibrida, o Tracker, de acordo com o site da Autoesporte A GM deve apostar em um sistema híbrido leve de 48 volts, que promete reduzir o consumo entre 10% e 15% graças ao auxílio do motor elétrico. Isso pode colocar o SUV em vantagem frente a rivais como o Volkswagen T-Cross e o Hyundai Creta, que ainda não contam com eletrificação.
A marca deve segurar os preços para manter o fôlego. Hoje, o Tracker LT 1.0 parte de R$ 145.490, enquanto o T-Cross Comfortline está na casa dos R$ 181.990 e o Creta Comfort sai por R$ 151.290.
No visual, também vem mudança por aí. A próxima atualização deve trazer nova dianteira com grade mais saliente, faróis afilados e novos abrigos para as luzes de rodagem diurna.
As lanternas devem ganhar elementos internos exclusivos, os para-choques serão redesenhados e há expectativa de central multimídia atualizada.
Renault Koleos

Imagem: Divulgação
Já o novo Renault Koleos chega para inaugurar a fase eletrificada da montadora por aqui. Importado da Coreia do Sul, o SUV ficará acima do Boreal.
Por porte, ele já impõe respeito. São cerca de 4,77 m de comprimento, 1,89 m de largura e 2,84 m de entre-eixos. Mesmo com cabine voltada para cinco ocupantes, o porta-malas entrega generosos 545 litros.
Na cabine, o conjunto multimídia reúne três telas panorâmicas de 12,3 polegadas operando com o sistema openR, há também teto solar panorâmico elétrico. Quem viaja atrás não fica esquecido, há saídas de ventilação próprias, encostos reclináveis e duas entradas USB-C.
No pacote de segurança são sete airbags e um arsenal de 29 assistências à condução que permitem condução semiautônoma de nível 2.
O Koleos tem um conjunto híbrido convencional. O motor 1.5 turbo a gasolina, de três cilindros e injeção direta, entrega 150 cv e 22,9 kgfm. Ele trabalha em conjunto com dois motores elétricos, um gerador e outro responsável pela tração traseira, com 136 cv, alimentados por bateria de 1,64 kWh.
Jeep Avenger

Imagem: Divulgação
O modelo terá produção nacional, em Porto Real (RJ), na mesma fábrica onde nascem modelos da Citroën que utilizam a plataforma CMP. Essa base é justamente o coração do Avenger e permite diferentes configurações mecânicas e variações de carroceria.
Há uma expectativa do brasileiro para que o SUV chegue no primeiro semestre. O Avenger teve uma recepção positiva do público no Salão do Automóvel, em novembro último. Posicionado abaixo do Jeep Renegade, o modelo deverá chegar em uma faixa de preços estimada entre R$ 120 mil e R$ 160 mil.
Embora já seja vendido na Europa, o modelo que chegará ao Brasil, previsto para integrar a linha 2027, terá ajustes pensados especificamente para os consumidor daqui. O visual externo deve permanecer praticamente inalterado, mas motorização e acabamento interno tendem a receber adaptações.
Nas dimensões, o Avenger seguirá fiel à arquitetura CMP já conhecida no país. Será menor que o Renegade em comprimento e altura, mas com entre-eixos semelhante e porta-malas próximo ao do irmão maior. As medidas esperadas incluem cerca de 4,08 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,53 m de altura, entre-eixos de 2,56 m e capacidade de 320 litros no porta-malas.
Em vez das opções a gasolina, híbrida completa ou elétrica vistas lá fora, o conjunto mais provável por aqui é o motor 1.0 turbo flex T200 de 130 cv e 20,4 kgfm, conforme o site Autos Segredos..
Renault Niagara

Imagem: Projeções/ Kleber Silva
A Renault prepara também uma segunda novidade e desta vez não é SUV. A picape Niagara chegará com uma dianteira parecida com a do SUV Boreal. Enquanto o para-choque ganha linhas mais robustas.
Espere um modelo grande, a Niagara terá mais de cinco metros de comprimento. Já o motor é 1.3 TCe turbo flex entrega 163 cv e 27,5 kgfm de torque, combinado ao câmbio automatizado de dupla embreagem EDC de seis marchas e pode funcionar com sistema híbrido, cuja produção já recebeu sinal verde, de acordo com o site Argentino Cars Drive.
A produção ficará concentrada na fábrica de Córdoba, na Argentina, onde unidades de pré-série já estão sendo montadas para testes. O lançamento oficial está previsto para o segundo semestre de 2026, chegando como linha 2027.
Omoda 4

Imagem: Divulgação
Um dos lançamentos da SUV compacto que a Omoda Jaecoo prepara para 2026. A proposta é clara: oferecer um híbrido acessível, com porte generoso dentro do segmento e foco em quem busca entrar no universo eletrificado sem estourar o orçamento.
Mesmo sendo o modelo de entrada da marca — vinculada ao grupo Chery — ele não será exatamente pequeno. Com cerca de 4,40 metros de comprimento, o SUV se posiciona na faixa superior dos subcompactos e ficará abaixo do Omoda 5 na hierarquia, mas ainda com presença visual e espaço interno competitivos para a categoria.
O preço estimado reforça essa estratégia: a expectativa é que chegue ao mercado brasileiro entre R$ 130 mil e R$ 150 mil, mirando diretamente quem hoje olha para SUVs compactos mais acessíveis.
Para manter essa proposta, o acabamento será mais simples em relação ao irmão maior, assim como parte da lista de equipamentos. Ainda assim, a fabricante afirma que o modelo manterá um padrão de qualidade alinhado ao posicionamento da marca — ou seja, enxuto, mas não básico.
Sobre o conjunto mecânico, o cenário ainda guarda certa expectativa. Quando o primeiro protótipo foi apresentado, a empresa mencionava um motor 1.0 turbo com possibilidade de sistema híbrido pleno. Desde então, porém, a marca adotou uma postura mais discreta e não confirmou detalhes técnicos nem para outros mercados.
O que já está definido é o cronograma: o visual definitivo será revelado em abril de 2026, momento em que devemos conhecer melhor o pacote de equipamentos e a configuração mecânica que chegará ao Brasil.