Uma juíza federal da Califórnia suspendeu a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, avaliada em US$ 110 bilhões, após promotores de 12 Estados, liderados pela Califórnia, contestarem a aquisição por risco à concorrência. A juíza Aracelli Martínez-Olguín destacou que a fusão poderia causar danos irreversíveis. A decisão é um revés para a Paramount, que esperava aprovação regulatória. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, celebrou a decisão como uma vitória crucial.
Uma juíza federal da Califórnia, acionada em caráter de urgência, ordenou nesta segunda-feira, 20, a suspensão da compra do grupo de mídia Warner Bros. Discovery (WBD) por sua concorrente Paramount Skydance, enquanto o mérito do caso é analisado, segundo um documento consultado pela agência de notícias AFP.
“Os Estados apresentam elementos sólidos de que a operação enfraquecerá substancialmente a concorrência”, escreveu a juíza Aracelli Martínez-Olguín em sua decisão.
A magistrada também considerou que o grupo de promotores “demonstrou que a união das duas empresas provocaria danos irreversíveis” caso avançasse antes de uma decisão sobre o mérito da ação.

Torre de água que era símbolo da Warner Bros. e tinha o logotipo da companhia pintado já foi refeito com a marca da Paramount Skydance Foto: Jae C. Hong / AP Photo
A operação “seria difícil, se não impossível, de desfazer, caso fosse concretizada agora, devido à consolidação operacional, ao compartilhamento de informações sensíveis e à transferência ou demissão de alguns funcionários”, avaliou Martínez-Olguín.
Embora seja uma decisão temporária, a medida representa um revés para a Paramount Skydance, que apresentava sua oferta como mais propensa a receber a autorização dos órgãos reguladores do que a proposta da Netflix.
Após cinco meses de disputa, a Netflix acabou desistindo no fim de fevereiro, deixando o caminho livre para a Paramount Skydance.
Procurada pela AFP, a Paramount Skydance não respondeu de imediato.
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“É uma vitória crucial”, afirmou o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, em um comunicado. “A lei está do nosso lado, e estamos ansiosos para continuar defendendo nossa causa”, acrescentou.
A coalizão de promotores considera que a operação, caso seja concretizada, provocará aumentos de preços, redução da qualidade dos conteúdos e diminuição do número de filmes e séries produzidos. / AFP