Ao analisar o depoimento do ex-comandante do Exército Freire Gomes, o ministro Alexandre de Moraes foi contundente e afirmou que o objetivo da intervenção militar ficou “claro e cristalino” em reunião de Jair Bolsonaro com comandantes das Forças Armadas em dezembro de 2022.
De acordo com o ministro, a reunião preparou o terreno para os eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores invadiram prédios públicos, evidenciando a tentativa de golpe planejada pelo então presidente.
Destacando que “tentativa de golpe e consumação do golpe” são diferentes, Moraes pontuou que ao não conseguir apoio total dos chefes militares, Bolsonaro manteve a negação dos resultados eleitorais e deixou a organização criminosa em atividade antes de viajar aos Estados Unidos.