Multinacionais como Nestlé, Ferrero e Olam Agri alertaram que os atrasos da União Europeia em implementar sua lei antidesmatamento ameaçam as florestas globais. A norma, prevista para dezembro, pode ser adiada por mais um ano devido a problemas nos sistemas de tecnologia da informação.
A medida proibirá importações de commodities ligadas ao desmatamento, como óleo de palma, carne bovina e soja. Em carta à comissária Jessika Roswall, as empresas disseram que já investem para cumprir as regras até 2025 e que o adiamento mina a credibilidade da UE.
Segundo os grupos, mudanças agora aumentam incertezas, desestimulam acionistas e enfraquecem o combate às mudanças climáticas. Para a Ferrero, maior transparência nas cadeias de suprimento é essencial para reduzir riscos e preservar florestas.