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Nível das reservas mundiais de petróleo está ‘perigosamente baixo’, diz CEO da Aramco

Descoberta de petróleo não é ‘bilhete premiado’, mas evita que Brasil volte a ser importador do óleo

Recursos precisam ser usados de forma estratégia para financiar a transição energética no País. Crédito: Álvaro Gribel

LONDRES — O presidente da Aramco, empresa petrolífera saudita, alertou nesta segunda-feira, 5, sobre o nível “perigosamente baixo” das reservas mundiais de petróleo bruto, depois que os países do G7 anunciaram a liberação de estoques para amenizar as preocupações com o abastecimento.

“O sistema já está sob pressão”, declarou Amin Nasser durante a conferência Energy Intelligence Forum, realizada em Londres. “E, como existem muito poucas alternativas às quais o mundo possa recorrer, a reserva de segurança que permite lidar com interrupções no abastecimento está perigosamente baixa”, acrescentou.

CEO se mostrou tranquilizador quanto à ‘capacidade de resposta’ da Aramco Foto: Giuseppe Cacace/AFP

O executivo da maior produtora de petróleo do mundo também alertou que não se deve considerar os “números brutos” das reservas, já que “menos de 10% estão realmente disponíveis”. Grande parte das reservas declaradas pelos países corresponde ao volume mínimo que deve ser mantido para garantir o funcionamento operacional das infraestruturas, acrescentou o executivo.

“Por isso, como podem ver, eles têm dificuldade em encontrar 100 milhões de barris”, explicou Nasser, referindo-se aos volumes de petróleo liberados na sexta-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE), que reúne 32 países, incluindo os membros do G7.

“As reservas de energia poderiam nos ajudar a superar um inverno, mas não podem resolver de forma duradoura o problema do abastecimento”, alertou o diretor da Aramco.

No entanto, Nasser se mostrou tranquilizador quanto à “capacidade de resposta” de sua empresa, que está em condições de atender “a todas as necessidades” de seus clientes.

Informações publicadas pela Bloomberg em setembro apontavam o risco de que alguns clientes europeus não recebessem petróleo da Arábia Saudita. As infraestruturas petrolíferas desse país foram atacadas em várias ocasiões pelos rebeldes houthis do Iêmen./AFP

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