Partidos políticos começaram a adotar, em junho, mecanismos para impedir candidaturas de pessoas com supostos vínculos com facções criminosas e milícias. A iniciativa ocorre após recomendação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que orientou as legendas a reforçar o controle sobre seus pré-candidatos.
Entre as medidas adotadas estão a análise da documentação dos postulantes e a assinatura de declarações negando ligação com organizações criminosas. O MPE também recomendou a verificação do histórico criminal e a criação de comissões de sindicância ética.
Segundo a Folha de S.Paulo, dirigentes partidários afirmam que a exigência transfere às siglas atribuições que seriam dos órgãos de investigação. Eles também apontam dificuldades para realizar análises patrimoniais e verificar eventuais vínculos ilícitos.