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Pesquisa aponta aumento de brasileiros contrários ao aborto

Dados divulgados em 10 de julho de 2025 pelo instituto Ipsos-Ipec revelam que 49% da população brasileira apresenta um alto grau de posicionamento em prol da vida em cinco temas: legalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, pena de morte, redução da maioridade penal e prisão perpétua.

O estudo, realizado entre 3 e 8 de julho com 2.000 entrevistas (margem de erro de 2 pp; 95% de confiança), destaca:

Fundamentação religiosa contra o aborto

Grupos cristãos contrários à prática citam referências bíblicas como base de sua posição:

  1. Êxodo 20:13 (“Não matarás”), interpretado como proteção da vida desde a concepção;

  2. Salmo 139:13-16 (“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe…”), usado para defender a personalidade do feto como fruto, também, da mão de Deus;

  3. Jeremias 1:5 (“Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi”), enfatizando o propósito divino pré-natal, semelhante ao texto anterior.

Perfil do conservadorismo

A alta ocorreu principalmente entre:

  • Homens: Índice subiu de 0,681 (2023) para 0,688 (2025);

  • Moradores de capitais: De 0,627 para 0,637;

  • Ensino superior: Leve alta (0,626 → 0,629).

Grupos com renda acima de 5 salários mantiveram índice estável (0,655), consolidando-se como núcleo conservador.

A pesquisa utilizou cinco afirmações temáticas aleatorizadas, com respostas em escala (índice final: 0-1). Especialistas vinculam o crescimento à polarização pós-2022, com ativistas religiosos ampliando discursos baseados em textos como Gênesis 9:6 (“Quem derramar sangue do homem […] terá seu sangue derramado”), usado para justificar oposição a penas brandas.

Além das passagens bíblicas que fundamentam o posicionamento contrário ao aborto, o cristianismo também possui um entendimento histórico sobre o assunto. Por exemplo, a Didache (século I d.C.), um dos primeiros manuais cristãos, condena explicitamente: “Não matarás criança por aborto” (2:2).

Santo Agostinho (século V) e Tomás de Aquino (século XIII) também debateram a “hominização” (quando o feto recebe alma), e a Igreja Católica consolidou-se contra o aborto em qualquer fase (Catecismo §2270-2271), bem como as igrejas evangélicas históricas. Com informações: CNN Brasil.

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