Polícia Militar prende homem por porte de maconha e cultivo da droga em Pindamonhangaba
Divulgação Polícia Militar
O policial militar Henrique Otávio Veloso, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jitsu Leandro Lo, foi oficialmente expulso da corporação. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (22) no Diário Oficial do Estado de São Paulo e representa a perda do posto e da patente do então tenente da Polícia Militar.
O desligamento ocorreu após julgamento no Tribunal de Justiça da Polícia Militar, que decretou por unanimidade a incompatibilidade de Veloso para o exercício da função. Os sete desembargadores militares votaram a favor da medida, com base no processo especial instaurado pelo Comando-Geral da PM.
De acordo com a decisão, o ex-tenente cometeu condutas classificadas como graves infrações disciplinares, consideradas desonrosas e incompatíveis com a atividade policial. O tribunal destacou ainda que as ações de Veloso foram atentatórias não apenas à instituição, mas também ao Estado e aos direitos humanos.
Caso Leandro Lo
O crime ocorreu em 7 de agosto de 2022 durante um show em um clube na zona sul de São Paulo. Na ocasião, Henrique Veloso se envolveu em uma discussão com Leandro Lo e atirou contra o atleta, que foi atingido na cabeça e não resistiu aos ferimentos.
Leandro Lo é um dos maiores nomes da história do jiu-jitsu, com oito títulos mundiais pela Federação Internacional de Jiu-Jitsu (IBJJF), além de conquistas no Pan-Americano e no Campeonato Brasileiro. A morte causou grande comoção no meio esportivo, levando a homenagens em todo o mundo.
Processo e repercussão
Após o crime, o policial foi preso em flagrante e posteriormente indiciado por homicídio doloso. O processo criminal segue em andamento na Justiça comum, mas, no âmbito da corporação, a expulsão encerra sua carreira na Polícia Militar.
A decisão do Tribunal de Justiça Militar foi encaminhada à Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, que homologou a exclusão no Diário Oficial. A perda de posto e patente é a punição máxima aplicada a oficiais condenados por infrações graves.
Com a medida, Henrique Otávio Veloso deixa oficialmente de integrar os quadros da Polícia Militar e perde todos os direitos ligados à função.
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