Vacinação, controle de mosquitos e biossegurança são as principais ferramentas para prevenir a febre equina e proteger o plantel
A febre equina é um termo genérico que abrange diversas doenças que podem causar febre e problemas neurológicos graves em cavalos.
Recentemente, três pessoas foram diagnosticadas na região do Alto Solimões, no Amazonas, com encefalite equina venezuelana, alertando para a importância desse tema. O conhecimento e a prevenção são fundamentais para proteger os animais e a família rural.
O que é a febre equina?
As febres equinas mais conhecidas são as encefalites equinas, doenças virais que afetam o sistema nervoso central dos equinos.
Existem três variantes principais: Encefalite Equina Venezuelana (EEV), Encefalite Equina do Leste (EEL) e Encefalite Equina do Oeste (EEO). Além dessas, há a Febre do Cavalo do Potomac, uma condição bacteriana que causa febre e sintomas gastrointestinais.
As encefalites equinas são causadas por vírus do gênero Alphavirus e são transmitidas principalmente por mosquitos.
O ciclo de transmissão envolve mosquitos que picam aves (no caso da EEL e EEO) ou roedores (no caso da EEV) infectados.
A Febre do Cavalo do Potomac, por sua vez, é causada pela bactéria Neorickettsia risticii. A transmissão ocorre quando os cavalos ingerem acidentalmente insetos aquáticos ou caracóis infectados.
Sinais clínicos da febre equina

A identificação precoce dos sintomas é essencial para o tratamento adequado. No caso das encefalites equinas, os sinais clínicos em cavalos incluem:
- Febre alta;
- Depressão e sonolência;
- Incoordenação motora (andar cambaleante).
Outros sintomas podem incluir andar em círculos, cegueira aparente, dificuldade para engolir e paralisia de partes do corpo, como lábios e língua.
Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões e até mesmo óbito. É importante ressaltar que a progressão da doença pode ser rápida.
Quanto à Febre do Cavalo do Potomac, os sintomas principais são febre, diarreia aquosa (que pode ser grave) e cólica. Em alguns casos, pode ocorrer laminite. Ao observar qualquer um desses sinais, é fundamental procurar imediatamente um veterinário.
O Impacto da febre equina nos seres humanos (Zoonose)
Algumas formas de febre equina, especialmente a Encefalite Equina Venezuelana (EEV), são zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas dos animais para os humanos através de mosquitos infectados.
Os sintomas em humanos inicialmente incluem febre, dor de cabeça, calafrios e dores musculares. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para encefalite grave, causando sequelas neurológicas permanentes ou até mesmo a morte.
Importante reforçar que a transmissão ocorre pelo vetor e não diretamente do cavalo ao humano.
Encefalite Equina do Leste (EEL) e Encefalite Equina do Oeste (EEO) raramente são transmitidas a humanos.
Prevenção e controle da febre equina
Vacinação: a principal ferramenta contra a febre equina
A vacinação é a estratégia mais eficaz para proteger os equinos contra as encefalites. O produtor deve estudar seu programa de vacinas para incluir as variantes enzooticamente presentes no país, conforme a orientação do serviço veterinário regional.
A vacinação não apenas protege o animal individual, como também ajuda a reduzir a circulação do vírus no ambiente, contribuindo para a saúde coletiva do rebanho e da comunidade.
Manejo ambiental e controle de vetores

Para reduzir a população de transmissores, mosquitos dos gêneros Culex e Aedes, algumas medidas são essenciais:
• Eliminar focos de água parada, como pneus, baldes e lonas
• Limpar regularmente os bebedouros
• Manter as pastagens com capim baixo
Além disso, é recomendado o uso de repelentes específicos para equinos e, quando possível, a instalação de telas em baias durante os períodos de maior atividade de mosquitos, que são o amanhecer e o anoitecer.
No caso da Febre do Cavalo do Potomac, é importante limitar o acesso dos equinos a cursos d’água ou áreas úmidas onde os insetos vetores podem proliferar.
Boas práticas de biossegurança e monitoramento da febre equina
As medidas de biossegurança são fundamentais para prevenir a introdução e disseminação de doenças. Isso inclui a quarentena para novos animais que chegam à propriedade, a manutenção de um bom estado de higiene das instalações e o monitoramento constante da saúde do rebanho.
A identificação rápida de qualquer sinal de doença é crucial. Casos suspeitos devem ser imediatamente relatados a um médico veterinário e às autoridades sanitárias. Essa vigilância ativa contribui para o controle eficaz da doença e a proteção da saúde animal e humana.
Com o conhecimento adequado e ações preventivas, produtores rurais podem proteger seus animais, suas famílias e contribuir para a saúde da comunidade em geral.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão