No Chama o Nery desta semana, o colunista do Estadão Pedro Fernando Nery analisou os planos de governo dos candidatos à Presidência da República para a geração de empregos formais. Nesse quesito, segundo o colunista, o melhor plano foi o de Flávio Bolsonaro, avaliado como excelente. Já o plano de Lula recebeu classificação de bom.
A comparação considera propostas sobre legislação trabalhista, encargos sobre a folha, contratação de grupos vulneráveis e mudanças em mecanismos como FGTS e seguro-desemprego.
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A análise de Nery considera propostas para geração de empregos com carteira assinada, legislação trabalhista ou encargos sobre a folha salarial. “O plano do Flávio Bolsonaro fala de criar contratos específicos para grupos mais vulneráveis, mais excluídos do mercado de trabalho formal, como jovens, 50 + e desempregados. E fala também de ter um Banco Nacional de Vagas atrelado aos RHs das empresas.”
Segundo Nery, o plano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve boa pontuação por apresentar uma abordagem considerada mais moderna para o mercado de trabalho. Entre as propostas estão o uso de inteligência artificial no Sistema Nacional de Emprego (Sine) e a regulamentação do trabalho por aplicativos, com regras específicas para entregadores e motoristas.

Nery avaliou os planos dos candidatos para emprego com base em propostas para geração de emprego Foto: Nilton Fukuda/Estadão
A proposta para trabalhadores de plataformas prevê uma contribuição previdenciária menor, calculada sobre 25% da base de remuneração, além de maior liberdade para a negociação de regras entre profissionais e empresas. O modelo também não exigiria a contratação pela CLT tradicional, criando uma modalidade alternativa de vínculo trabalhista.