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Raridade: cordeiros quadrigêmeos nascem no RS

Gestação natural de ovelha Texel ocorreu em Pinheiro Machado; as chances de trigêmeos na raça são de menos de 1%, informa a Emater

Chances de nascerem quadrigêmeos, como ocorreu na Fazenda do Açude, aumentam dependendo de práticas adotadas no rebanho | Foto: Fazenda do Açude/Divulgação

Uma propriedade localizada em Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul, registrou um acontecimento raro: o nascimento de cordeiros quadrigêmeos da raça Texel. O fato, oriundo de uma fecundação natural, foi motivo de comemoração para Diomar e Rodolfo Madruga, proprietários da Fazenda do Açude, ovinocultores familiares que produzem carne e lã. 

Para se ter uma ideia, as chances de uma gestação gemelar espontânea com dois cordeiros são de, aproximadamente, 15% a cada 100 partos. De trigêmeos, as ocorrências são ainda mais raras, menos do que 1%. 

Quem explica é o zootecnista Pablo Tavares Costa, da Emater-RS, um dos especialistas que prestam assistência técnica na propriedade. Ele conta que acompanhou, por dois anos, 6.500 matrizes e cerca de 12 mil partos. “Nesse período, aconteceram dois casos de trigêmeos”. Ou seja, quadrigêmeos, é quase como ganhar na loteria.  

Segundo ele, embora seja algo raro, com a adoção de algumas práticas, pode-se aumentar as chances de gestações gemelares — além da fertilização artificial. A primeira delas é a seleção de matrizes. “Ao longo do tempo, selecionando animais filhos de partos duplos, vai ter, pela questão genética, uma chance um melhor de, de repente, dar um trigêmeo, um quadrigêmeo”, afirma. 

Outro aspecto, segundo o especialista, é o manejo nutricional. “Se a gente melhorar a nutrição da ovelha algumas semanas ali, duas ou três semanas antes do acasalamento, antes dela entrar em cio, também vai potencializar a liberação de mais óvulos e, de repente, vai aumentar essa chance de ter um parto gemelar, de repente um trigêmeo”, explica.  “Mas não é nada comum. São exceções”, ressalta Pablo.

Na avaliação do especialista, o caso indica avanços no sistema de produção adotado na propriedade, que é voltado à sustentabilidade e ao melhoramento genético dos rebanhos. “O acompanhamento técnico e a dedicação dos produtores contribuem para a valorização da pecuária familiar e o desenvolvimento do setor agropecuário local”, diz Costa.

Raça Texel 

Os ovinos da raça Texel são rústicos e muito dóceis. Originários da Ilha Texel, na Holanda, eles foram introduzidos no Brasil há cerca de 50 anos. Os animais costumam produzir carcaça de ótima qualidade e peso, além de considerável quantidade de lã.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a raça tem bom desempenho em sistemas extensivo e semi-intensivo. Em condições de pastagens, entre os 30 e 90 dias de idade, os cordeiros machos têm ganhos de peso médio diário de 300 g e as fêmeas de 275 g. Aos 70 dias de idade, machos bem formados atingem 27 kg e fêmeas 23 kg.

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