A fábrica da Renault, em Santa Isabel (Argentina) já roda com protótipos da futura picape compacta derivada do conceito Niágara. E não é só apresentação, os testes acontecem nas ruas e rodovias ao redor de Córdoba, com unidades ainda camufladas, de acordo com o site Argentina Autoblog.
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Quem confirmou foi o presidente da Renault Argentina, Pablo Sibilla. Em tom de entusiasmo, ele antecipou que 2026 será um ano estratégico para a marca, com a chegada do Renault Boreal e, mais adiante, o lançamento do projeto derivado do conceito Niágara, peça-chave para o futuro de Santa Isabel.
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Fortes rivais pela frente
Imagem: Projeções/ Kleber Silva
Falando em posicionamento, a nova picape entrará no espaço hoje ocupado pela Renault Oroch. A proposta é de uma caminhonete monobloco, compacta e pensado para o uso misto, oferecendo capacidade de carga em torno de 500 kg.
Isso a coloca abaixo de modelos como Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage para o trabalho pesado, portanto, mais alinhada ao conceito da Chevrolet Montana. Outra futura concorrente no radar é a Volkswagen Tukan, também prevista para produção regional.
Tecnicamente, o projeto H1312 nasce sobre a plataforma RGMP e deve compartilhar soluções com SUVs compactos recentes da marca. Entre elas, o motor 1.3 turbo a gasolina, já visto no Boreal e no Renault Duster, combinado ao câmbio automatizado, de dupla embreagem e seis marchas, igualmente utilizada no Kardian.
No lançamento, a tração será dianteira. Porém, o conceito apresentado anteriormente já indicava uma possível versão híbrida com eixo traseiro eletrificado, abrindo caminho para tração integral no futuro.

Imagem: Projeções/ Kleber Silva
O contexto industrial ajuda a entender a importância do projeto. Após o encerramento da produção de Logan, Sandero e Stepway, além das picapes Nissan Frontier e Renault Alaskan (antes montadas pela Nissan Argentina), Santa Isabel ficou dedicada apenas ao Renault Kangoo. A nova picape surge justamente para garantir continuidade e volume produtivo.
E volume não deve faltar, a Renault planeja investir cerca de 350 milhões de dólares no programa e estima que aproximadamente 70% da produção será destinada à exportação, com o Brasil como principal mercado.