No bairro da Base, localizado a poucos minutos do centro de Rio Branco, o rio tomou as vias públicas, forçando os residentes a caminharem em áreas com cerca de 40 centímetros de profundidade para se locomoverem.
Fenômeno histórico e riscos à população
A atual cheia em dezembro é considerada atípica pela Defesa Civil. Segundo o coordenador do órgão, Cláudio Falcão, um volume de águas dessa magnitude neste mês só havia sido registrado há 50 anos. A preocupação das autoridades aumenta para os meses de fevereiro e março, período em que historicamente ocorrem os maiores volumes de chuva na região.
Esta é a segunda vez em apenas nove meses que o Rio Acre ultrapassa a marca de 14 metros. Além dos danos materiais, os moradores enfrentam riscos biológicos e de acidentes; estudantes da região relatam o medo de ataques de animais aquáticos, como arraias, que surgem com as inundações. Para quem não possui barcos, a locomoção torna-se impossível, deixando famílias ilhadas em diversas áreas da capital.
Previsão do tempo e monitoramento
Nas últimas horas, o nível do Rio Acre apresentou uma leve retração, baixando quase 10 centímetros. No entanto, o estado de alerta permanece máximo, uma vez que as previsões meteorológicas indicam o retorno de chuvas fortes na capital a partir do dia 1º de janeiro.
As equipes da Defesa Civil e do governo estadual seguem monitorando as áreas de risco e prestando assistência aos desabrigados. O decreto de emergência visa agilizar a liberação de recursos e ações de socorro para as cinco cidades mais atingidas pelo fenômeno.