Search
Close this search box.

Tecnologia genética promete potencializar muçarela de búfala

Nova metodologia auxilia produtores a selecionar animais cujo leite gera mais queijo

Foto: Adobe Stock

Em São Paulo, pesquisadores do Instituto de Zootecnia (IZ-Apta) desenvolveram um exame capaz de identificar em búfalas o gene responsável pela produção de uma proteína do leite chamada kappa-caseína. A proteína é essencial para a coagulação, etapa que transforma o leite em queijo. Animais que carregam a versão mais eficiente desse gene produzem leite que rende mais muçarela, reduzindo perdas no processo e aumentando a produtividade.

O estudo analisou 600 bubalinos pertencentes a criadores associados à Associação Brasileira de Criadores de Búfalo (ABCB) em diferentes cidades de São Paulo. “Nossa expectativa é usar esses resultados para aumentar a produtividade do rebanho e diminuir os custos de produção”, afirma o produtor Caio Rossato, um dos beneficiados.

Para os produtores, o exame representa uma ferramenta de manejo genético e econômico. Ele permitirá selecionar búfalas mais produtivas, aumentar a eficiência na produção de queijo, reduzir custos e valorizar rebanhos com maior potencial de rentabilidade.

“Nós desenvolvemos e padronizamos metodologia para genotipar [identificar e analisar os genes de um indivíduo] o gene CSN3 da caseína cujo alelo B [variação de um gene] está associado a maior rendimento de queijo. Ou seja, o leite dos animais que têm esse alelo vai produzir maior quantidade de queijo”, comenta o pesquisador do IZ-Apta Anibal Vercesi Filho, orientador da pesquisa.

O legítimo queijo muçarela é confeccionado com leite 100% de búfala, tem sabor, textura e aroma específicos e valor comercial superior ao produzido com leite de vaca. O IZ-Apta já havia desenvolvido um teste para certificar a pureza do leite. Agora, o novo exame de kappa-caseína deve ampliar o rendimento e fortalecer a cadeia produtiva.

“A gente traz as demandas do produtor, o IZ desenvolve tecnologias para resolver os desafios e levamos as tecnologias para o produtor, gerando desenvolvimento tecnológico e produtivo para a cadeia”, enfatiza Renato Amaral, técnico da ABCB.

Siga o
Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *