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Trump anuncia série de projetos de mineração com investimento de bilhões de dólares

Intervenção de Donald Trump nas eleições brasileiras começou sem tiro nem bomba

Medidas tomadas pelo presidente dos EUA mudam foco do debate eleitoral para beneficiar Flávio Bolsonaro e dificultar reeleição de Lula. Crédito: Estadão

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um investimento de US$ 3 bilhões em mineração de minerais críticos no país, visando controlar a cadeia global de oferta. O secretário do Comércio, Howard Lutnick, e o secretário de Estado, Marco Rubio, apoiaram a iniciativa para fortalecer a produção doméstica. O governo também planeja financiar empresas de baterias e minérios críticos. Trump destacou a repatriação de fábricas e o fortalecimento das cadeias de aço e alumínio, além de comentar sobre a produção petrolífera americana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que o governo planeja investir US$ 3 bilhões em projetos para mineração de minerais críticos no país, durante mesa redonda com executivos do setor nesta sexta-feira, 7.

O secretário do Comércio, Howard Lutnick, defendeu que é necessário estabelecer toda a cadeia de produção de minérios nos Estados Unidos, desde a mineração até o refino dos minerais. “Nós, e não nossos adversários, controlarão a cadeia global de oferta”, disse. “Não podemos depender de outros países para materiais essenciais”.

Durante o evento, Trump comentou brevemente sobre a indústria petrolífera americana, reiterando que o país atualmente produz em nível maior do que a Rússia ou a Arábia Saudita “mesmo sem contar” o petróleo vindo da Venezuela Foto: Alex Brandon / AP Photo

Ecoando os comentários, o secretário de Estado, Marco Rubio, acrescentou que isso garantirá que “nenhum país possa ameaçar” os EUA.

As autoridades americanas destacaram os benefícios da repatriação de fábricas e mineradoras nos Estados Unidos – que, segundo Trump, acontece no ritmo mais rápido desde a década de 50 – e como isso tem fortalecido cadeias domésticas de aço, alumínio e chips. “Também temos feito investimentos diretos em participações acionárias”, disse o presidente americano. “E veja a Intel: ela tinha um problema, ajudamos em troca da participação e a ação subiu muitas vezes depois disso. Fizemos muito dinheiro, mas ganhei algum crédito com isso? Não”.

Pouco antes da mesa redonda, o Wall Street Journal havia antecipado a intenção do governo Trump de lançar mais de US$ 2 bilhões em financiamento para empresas fabricantes de baterias e minérios críticos. Segundo a reportagem, o Departamento de Guerra se comprometeu a emprestar US$ 1,4 bilhão para a Sila Nanotechnologies e assinou acordos com outras três empresas. Baterias mais poderosas são necessárias para praticamente tudo, desde drones a data centers que abrigam modelos de inteligência artificial (IA).

Contudo, de acordo o WSJ, os acordos ainda precisam ser finalizados e os projetos podem levar anos para serem completados.

Durante o evento, Trump comentou brevemente sobre a indústria petrolífera americana, reiterando que o país atualmente produz em nível maior do que a Rússia ou a Arábia Saudita “mesmo sem contar” o petróleo vindo da Venezuela.

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