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Uma reforma efetiva do Estado passa por questões fiscais de melhoria do gasto público

Em 2025, o governo brasileiro gastou R$ 5,98 trilhões, 47% do PIB, com previdência e dívida consumindo quase metade. O funcionalismo público custou R$ 600 bilhões, enquanto infraestrutura recebeu menos de R$ 50 bilhões. O Banco Mundial sugere dobrar o investimento em infraestrutura nos próximos 25 anos. Reformas administrativas e previdenciárias são urgentes para conter a dívida pública e reduzir o ‘custo Brasil’, visando atrair investimentos e promover crescimento econômico sustentável.

Independentemente de quem vença as eleições de 2026, o grupo político terá um difícil cenário econômico pela frente. A plataforma Gasto Brasil – que reúne dados públicos – revela que, em 2025, o governo brasileiro gastou R$ 5,98 trilhões. Valor que corresponde a 47% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. As duas maiores despesas do governo foram com previdência (R$ 1,6 trilhão) e com pagamento de juros e amortização da dívida (R$ 1,4 trilhão). Ou seja, quase 50% do gasto foi concentrado nessas duas rubricas.

Já o gasto com funcionalismo público foi de aproximadamente R$ 600 bilhões. Em outra ponta, o investimento em infraestrutura não atinge R$ 50 bilhões. Fica fácil perceber o inchaço do Estado e a dificuldade de priorizar aportes que possam trazer progresso. E é esse retrato que empresários de todo o País vivem, diariamente, ao tentar empreender no Brasil.

O Brasil precisa dar o pontapé inicial em um círculo virtuoso de crescimento econômico sustentável Foto: Stock Adobe

Enquanto o gasto público tiver esse nível de ineficiência, será muito difícil conduzir o Brasil para o desenvolvimento. Precisamos de uma reforma administrativa que reduza a presença do Estado na economia, direcionando o gasto para setores que diversifiquem a atividade produtiva e auxiliem na redução dos custos para a iniciativa privada.

Relatórios do Banco Mundial indicam que o Brasil tem de dobrar o gasto em infraestrutura nos próximos 25 anos – de forma ininterrupta – só para atingirmos o nível mínimo de um país em desenvolvimento.

Diante de um Orçamento engessado e do crescimento vegetativo do gasto público, também se fazem necessárias algumas medidas urgentes para conter a trajetória de crescimento da dívida pública. Entre elas, a desvinculação das despesas atreladas ao reajuste real do salário mínimo, reformas previdenciárias, além de medidas para o combate às fraudes e para o contingenciamento de gastos.

Essas ações juntas têm a capacidade de promover uma redução de gastos de cerca de R$ 120 bilhões, já em 2027. Ou seja, uma queda de quase 1 ponto porcentual na relação dívida/PIB.

Uma reforma efetiva do Estado passa por questões fiscais de melhoria do gasto público, via corte de gastos não produtivos e o direcionamento para setores que possibilitem retornos econômicos sólidos. Esse movimento, aliado a uma política de redução do chamado “custo Brasil”, possibilitará uma queda sustentável da taxa de juros e a atração de investimentos privados nacionais e internacionais.

O Brasil precisa dar o pontapé inicial em um círculo virtuoso de crescimento econômico sustentável.

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