No Brasil, somente em 2024, mais de 6 mil pessoas perderam a vida em sinistros registrados nas rodovias federais, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), informa a Agência Brasil. É um dado alarmante que abre espaço para a necessidade de encontrar as principais causa dos acidentes no País.
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De acordo com informações colhidas pela plataforma Sem Parar, entre os dias 8 e 15 de setembro, o uso do celular ao volante permanece como a maior preocupação dos motoristas brasileiros: 76% dos entrevistados apontam o aparelho como o principal vilão das ruas e estradas, superando inclusive o excesso de velocidade e a criminalidade, que aparece apenas em sétimo lugar, com 44%.
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Sinal vermelho
Imagem: Divulgação
Os dados ainda revelam um cenário preocupante: cerca de dois em cada três motoristas (69%) afirmaram já ter se envolvido em algum tipo de acidente de trânsito, e um em cada quatro motoristas já se envolveu em discussões ou brigas no trânsito.
Além disso, 22% dos entrevistados já foram vítimas de algum tipo de violência ou crime enquanto dirigiam. Entre os casos mais relatados estão agressões verbais ou físicas (45%) e furtos de equipamentos do carro (35%).
Apesar de apenas uma parcela dos motoristas ter vivenciado diretamente episódios de violência, a preocupação com a segurança é um fator comum. A pesquisa mostra que 77% dos condutores já adotaram medidas de autoproteção no dia a dia, mesmo sem terem sido vítimas. As estratégias mais comuns são não permanecer muito tempo parado dentro do veículo (79%) e evitar ruas consideradas perigosas (71%).
Outro fato relevante é a percepção de risco: 67% dos motoristas acreditam que dirigir em áreas urbanas é mais perigoso do que em estradas. Além disso, a maioria dos entrevistados (66%) considera essencial contar com seguros automotivos como forma de proteger o patrimônio.
“A pesquisa revela um alerta claro: o celular se consolidou como a principal preocupação da segurança viária, mas o problema vai além da distração ao volante, como acidentes, discussões e até episódios mais graves”, conforme diz Jose Luiz Machado, Diretor de Seguros do Sem Parar.
Ainda segundo ele, “os resultados reforçam a necessidade de campanhas educativas contínuas e de ações integradas de autoproteção entre autoridades, sociedade civil e iniciativa privada para reduzir acidentes, prevenir a violência e tornar o trânsito mais seguro”, diz ele.