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Veculo eletrificado no Brasil: um caminho sem volta

Em 25 de outubro de 2024 a Stellantis divulgou que seus primeiros híbridos leves flex seriam produzidos no Brasil e que seriam lançados em novembro daquele mesmo ano.

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Os números mostram o sucesso da estratégia iniciada com Pulse e Fastback. Este teve no acumulado dos emplacamentos até Julho de 2025, 47,7% de suas vendas em versões híbridas.

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Já o Fiat Pulse teve números um pouco mais discretos mas que chamam ainda mais a atenção sob meu ponto de vista. Explico: no acumulado até julho de 2025, 38,7% de suas vendas ocorreram em versões híbridas.

Entretanto, este modelo possui uma versão com grande incidência de vendas na modalidade Vendas Diretas que incluem empresas, locadoras, taxistas, produtores rurais e pessoas com deficiência (PCD).

 Eliminando-se das estatísticas a versão Drive com maior foco nas Vendas Diretas e sem híbrido, 76,5% das vendas ocorrem em unidades hibridizadas.

E a Stellantis não para. Anunciou que os novos Peugeot 208 e 2008 serão equipados com o mesmo motor dos modelos Fiat eletrificados usando a tecnologia Bio-Hybrid desenvolvida na América do Sul em continuidade ao ciclo de investimentos do grupo entre 2025 e 2030, divulgados em R$ 32 bilhões, o maior da região.

E as outras fabricantes nacionais?

Sistema híbrido leve será uma das principais soluções para reduzir emissões e o consumo no Brasil Imagem: Divulgação





GWM e BYD, recém chegadas ao Brasil, já anunciaram seus planos e já iniciaram a localização para seus veículos híbridos no Brasil.

A Toyota, igualmente, tem no Corolla e no Corolla Cross a linha de produção de híbridos. Até a esperança brasileira, que a cada mês toma mais forma, a Lecar, anunciou seus planos com respeito a veículos híbridos EREV, veículos elétricos de alcance estendido)

A Leapmotor, que ainda nem chegou, trará veículos híbridos para a terra brasilis, diferentes do que se vê em seu país de origem, mas, OK, ela também é do grupo Stellantis.

E quanto às outras tantas? Não se pode deitar em berço esplêndido e certamente as outras potências globais Volkswagen, GM, Hyundai, Renault, Honda, Nissan, entre outras fabricantes, pensam em eletrificação no mercado brasileiro.

Quase ninguém fez nada desde 2013 quando a alíquota de eletrificados importados foi a zero e agora correm, literalmente, atrás de todo o prejuízo motivando, inclusive, discussões da Anfavea com o governo federal (tema já visto e revisto anteriormente).

Assim, afirmo que todas, sem exceção, têm planos de eletrificação para o Brasil em maior ou menor profundidade e a maioria das empresas lançará versões com esta tecnologia a partir dos anos-modelos 2026.

Então teremos aqui as últimas tecnologias sendo desenvolvidas e com a produção de baterias no Brasil? NÃO! Não estou falando isto.

Elétricos e híbridos

Novos híbridos flex vão invadir o mercado brasileiro nos próximos anos, ameaçando os 100 elétricos
Novos híbridos flex vão invadir o mercado brasileiro nos próximos anos, ameaçando os 100% elétricos
Imagem: Reprodução/ Shutterstock

Iniciando pelo fim. Ainda não temos aqui volume suficiente para falarmos em produção de baterias para carros elétricos, mas isto não significa que as empresas não estejam sondando o Brasil.

A CATL (Contemporary Amperex Technology Limited), a maior fabricante de baterias do mundo e especializada em baterias de íons de lítio para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia, é uma delas. Só ela? Obviamente não!

Quanto às tecnologias utilizadas pelas fabricantes, haverá muitos caminhos. Desde o simples híbrido leve de 12 V que, sempre teimo em recordar, nem é considerado híbrido em alguns mercados, mas nossa legislação prevê esta configuração (e o álcool) como meio eficaz de redução de emissões de CO2, passando pelos híbridos puros e chegando, finalmente, aos híbridos plug-in, os de carregar a bateria por fonte externa

Outros caminhos também serão discutidos, desenvolvidos e considerados: hidrogênio, gás natural, biogás, outras formas de biocombustíveis (afinal, o álcool é um biocombustível e temos verdadeiros avanços tecnológicos neste tema desde a criação do Proálcool no final de 1975), entre outros.

Não quero ser chato, mas, novamente, termino com a minha frase sobre eletrificados, que é querendo ou não, gostando ou não, o futuro será eletrificado. E para aqueles que não gostam, entendam que não falo do elétrico puro, este terá seu espaço mas muito mais restrito com as tecnologias de hoje.

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