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Editorial: Em cada ato de doar, um legado de vida

Referência na doação e transplante de órgãos, Santa Catarina alcançou, no primeiro semestre deste ano, a maior taxa de doação, com 42,4 por milhão de população (pmp), contrastando com o índice nacional em 19,5 pmp. A não autorização das famílias no Estado também é uma das menores do país, com 28,4%, enquanto a média nacional está em 45%.

Este mês é dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, para isso foi criada a campanha Setembro Verde. A doação é um dos gestos mais nobres e transformadores que um ser humano pode realizar. Trata-se de um ato que ultrapassa a própria vida e oferece esperança àqueles que aguardam, muitas vezes por anos, na fila de transplantes.

Cada órgão doado é a possibilidade concreta de salvar ou melhorar a qualidade de vida de alguém — seja devolvendo o funcionamento de um coração, pulmão, rim ou oferecendo a visão a quem perdeu a capacidade de enxergar.

Apesar da relevância desse ato, ainda é comum que muitas pessoas deixem de manifestar em vida o desejo de serem doadoras. É justamente nesse ponto que está o grande desafio: a decisão final passa pela família, e quando não há clareza sobre a vontade do ente querido, prevalece a dúvida e, muitas vezes, a negativa.

Por isso, mais do que carregar na carteira um documento ou registrar formalmente essa intenção, é fundamental conversar abertamente com os familiares sobre a escolha de doar.

Por meio do SC Transplantes, Santa Catarina se consolidou como referência nacional em doação e transplante de órgãos. O Estado apresenta índices expressivos de captação, resultado de um trabalho integrado entre equipes médicas, hospitais e campanhas de conscientização.

Esse desempenho demonstra que, com informação, sensibilização e organização, é possível transformar um gesto individual em uma política pública eficiente e salvadora.

Ser doador é, em última análise, uma declaração de solidariedade e amor ao próximo. É compreender que a vida pode florescer novamente por meio da generosidade.

Cabe à sociedade, às instituições de saúde e aos meios de comunicação fortalecerem esse debate, para que a doação deixe de ser tabu e se torne uma decisão natural e consciente. Afinal, em cada ato de doar existe um legado de vida que se perpetua.

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